25 de junho de 2021

PEDAGOGIA ANTIRRACISTA E EDUCAÇÃO PROFISSIONAL NA SAÚDE


O ensino do antirracismo é um projeto político, que será especialmente desafiador em um ambiente universitário que tradicionalmente valoriza o conhecimento “objetivo” e “apolítico”.  Como práticas pedagógicas específicas promovem uma estrutura antirracismo, com atenção específica direcionada ao processo de aprender antirracismo? E como esses objetivos podem ser promovidos dentro da universidade?

O antirracismo é o “ processo ativo de identificação e eliminação do racismo por meio da mudança de sistemas, estruturas organizacionais, políticas, práticas e atitudes, de modo que o poder seja redistribuído e compartilhado de forma equitativa” (National Action Committee on the Status of Women International Perspectives: Women and Global Solidarity, EUA)

Questões étnicas de minorias e práticas anti-discriminatórias precisam ter um destaque mais proeminente nos currículos da área da saúde. Mais que isso, os integrantes da comunidade universitária precisam entender e promover  ações voltadas à pedagogia antirracista.

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Imagem: A autora (2021) a partir de template de SlidesGo

24 de junho de 2021

DIÁLOGOS DA DIVERSIDADE HUMANA NA SAÚDE III

Na sociedade contemporânea, dentre as diversas formas de preconceito e exclusão, destaca-se a estigmatização de idosos e, principalmente, de pessoas que apresentam identidades que não se enquadram na heteronormatividade. Assim, a velhice daqueles que se identificam como LGBTQIA+ e suas variantes sofre uma marginalização interseccional. Isso acarreta maior vulnerabilidade social, econômica e questões de saúde cujo atendimento é prejudicado pela não aceitação e falta de informação das equipes de saúde e, às vezes, também dos próprios usuários.

Apresentação de Matias Aidan Cunha de Sousa, estudante do segundo período do curso de graduação em medicina da UFPB, Campus I.

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23 de junho de 2021

ACESSIBILIDADE DE PESSOAS COM DEFICIÊNCIA FÍSICA NO SISTEMA DE SAÚDE

Primeira palestra da III etapa do ciclo de encontros sobre DIÁLOGOS DA DIVERSIDADE HUMANA NA SAÚDE - Fase III: DIREITOS HUMANOS, JUSTIÇA E ACESSO À SAÚDE – CCM/UFPB – SigEventos UFPB

Apresentação: Acessibilidade de Pessoas com Deficiência Física no Sistema de Saúde

Palestrante: Profa. Dra. Rilva Lopes de Sousa Muñoz - Disciplina de Diversidade Étnica e Cultural na Medicina - Departamento de Medicina Interna/Centro de Ciências Médicas/Universidade Federal da Paraíba (UFPB)

O acesso aos cuidados de saúde é um direito humano fundamental. Mas as pessoas com deficiência experimentam pior acesso aos serviços de saúde, que pessoas sem deficiência, devido a ambientes inacessíveis e sistemas de crenças e atitudes discriminatórias.

Os cuidados com as pessoas com deficiência sempre foram muito atrelados às propostas de reabilitação, incorporando características de assistência social, educação e saúde.

A relação entre deficiência, saúde e acesso à saúde é complexa, começando pelo problema de acesso aos cuidados de saúde, que costuma ser um desafio para as pessoas com deficiência em países de baixa e média renda. Parte disso tem a ver com a escassez geral de serviços de saúde em locais com poucos recursos. Mas parte dessa dificuldade tem a ver com barreiras estruturais, atitudinais, econômicas e sociais à participação e à saúde, que afetam mais as pessoas com deficiência do que as pessoas sem deficiência. Esta falta de acesso aos cuidados de saúde é um problema porque, em geral, as pessoas com deficiência podem necessitar de acesso aos cuidados de saúde com mais frequência do que as pessoas sem deficiência. O acesso pleno e equitativo a cuidados de saúde de qualidade é um direito humano e um imperativo importante da agenda global.

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Vídeo gravado por Mário César P. de Aquino, estudante de graduação em Medicina da UFPB.

MULHER E SOCIEDADE: OS DIREITOS À SAÚDE ESTÃO ASSEGURADOS?

Terceira fase do ciclo de eventos DIÁLOGOS DA DIVERSIDADE HUMANA NA SAÚDE - Fase III: DIREITOS HUMANOS, JUSTIÇA E ACESSO À SAÚDE

Apresentação: Mulher e Sociedade: Os direitos estão assegurados?

Palestrante: Prof. Dr. Eduardo Sérgio Soares Sousa – Diretor do Centro de Ciências Médicas da UFPB, pesquisador na linha de Saúde da Mulher.

O Prof. Eduardo Sérgio mostra que as informações oriundas do Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM) do Ministério da Saúde (MS) evidenciam a elevada mortalidade das mulheres em decorrência de câncer de colo uterino, do câncer de mama e de complicações do ciclo gravídico-puerperal. Este problema de saúde pública decorre, em grande parte, da deficiência no acesso aos serviços de saúde de atenção primária (prevenção) e de alta complexidade (tratamento terciário ou de alta complexidade). As precárias condições financeiras, a baixa escolaridade, principalmente nas mulheres não-brancas, são variáveis importantes nesse contexto da mortalidade materna no Brasil. Como, então, afirmar que os direitos humanos dessas mulheres estão assegurados?...

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Vídeo gravado por Mário César P. de Aquino, estudante de graduação em Medicina da UFPB.

9 de junho de 2021

A POBREZA DA LINGUAGEM PARA DESCREVER A DOR


 Somos criaturas baseadas na linguagem que, até certo ponto, não podemos saber o que não podemos nomear. E então assumimos que não é real.

Em seu ensaio “On Being Ill”, Virginia Woolf lamenta a “pobreza da língua [inglesa] quando se trata de descrever doenças". Ela escreve:

“Por fim, para dificultar a descrição da doença na literatura, existe a pobreza da linguagem. O inglês, que pode expressar os pensamentos de Hamlet e a tragédia de Lear, não tem palavras para o calafrio e a dor de cabeça. Tudo cresceu de uma maneira. A menor estudante, quando se apaixona, tem Shakespeare ou Keats para falar o que pensa por ela; mas deixe um sofredor tentar descrever uma dor em sua cabeça a um médico e a linguagem imediatamente secará. Não há nada pronto feito para ele. Ele é forçado a cunhar palavras ele mesmo, e, pegando sua dor em uma mão, e um pedaço de puro som na outra (como talvez o povo de Babel fez no início), para esmagá-los juntos que uma palavra totalmente nova em o fim cai. Provavelmente será algo risível.”

Na ciência, a dor é muitas vezes vista como um precursor do diagnóstico, uma peça do quebra-cabeça, uma forma de raciocínio clínico. Mas os sintomas dificilmente são tão simples. A narrativa dos sintomas não  é tão linear quanto a ciência médica supõe...

#virginiawoolf #semiologiamedica #narrativa

6 de junho de 2021

DIVERSIDADE FUNCIONAL: ESTIGMATIZAÇÃO vs ATIVISMO POLÍTICO

No vídeo anterior, que publiquei aqui no canal ontem, “Deficiência Física como Diversidade Humana” tem vários fatores que contribuíram para que O século 20 trouxesse muitas e variadas mudanças para as pessoas com deficiência (PcD). Algumas foram efetivas, e outras, não.

Assim, o século 20 pode ser retratado como o da integração, especialmente em sua última metade, quando todos os segmentos sociais foram conclamados a integrar pessoas com as mais variadas diferenças funcionais. Contudo, não foi um processo de inclusão.

A luta por reconhecimento social de grupos até então ignorados ou sub-representados tem sido uma constante na agenda política das sociedades contemporâneas. O tema do reconhecimento alcançou as PcD, grupo social que sempre foi colocado em posição de inferioridade social. A mobilização para aquisição de visibilidade política e defesa de seus direitos tomou corpo a partir da década de 60, na esteira de outros movimentos pelos direitos civis.

O histórico modelo de homem-padrão influenciou o interesse médico-científico da matriz interpretativa da deficiência, conformando o modelo biomédico, que normatiza como os médicos categorizam, classificam e diagnosticam formas clínicas de diversidade funcional de acordo com um padrão de saúde “universal”. O modelo biomédico foi substituído pelo modelo social, em que não é a pessoa, portanto, que apresenta uma deficiência, mas a sociedade e o meio. Na Espanha, surgiu recentemente o modelo da diversidade funcional, que ainda não se difundiu para outros países. Esta terminologia de diversidade funcional nasceu no movimento de vida independente de forma espontânea e que tem o objetivo de emancipação do coletivo de PcD, que desenvolveriam a capacidade de controlar sua própria vida.

#diversidadefuncional #vidaindependente #deficiencia #estigma #UFPB


5 de junho de 2021

DEFICIÊNCIA FÍSICA COMO DIVERSIDADE HUMANA

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A discussão sobre diferenças e diversidade na sociedade vem se tornando uma tendência, motivada internacionalmente por documentos que apontam para a importância do princípio de “educação para todos” e “saúde para todos”. Neste vídeo, coloco uma reflexão em torno do direito de ser diferente em um mundo que parece ser feito para os seres serem todos iguais. Na situação das Pessoas com Deficiência (PcD), há um déficit específico em determinada área, seja física, sensorial ou intelectual. As PcD passam por processos de classificação e hierarquização, que promovem a segregação e exclusão, mediadas por estigma, preconceito e discriminação. Contudo, a deficiência é parte da diversidade humana. É uma entre as muitas condições que existe entre todas as nossas características, e se pode dizer que a deficiência é um elemento inevitável da vida, seja transitória ou permanente, em graus variados e em alguma dimensão da existência.

PcD motoras, intelectuais, visuais ou auditivas formam o maior grupo social minoritário no mundo atual, mas embora a própria deficiência seja um elemento importante da diversidade humana, raramente é reconhecida como tal.

#Deficiencia #Diversidade #PcD #Saúde #UFPB