12 de março de 2025
LANÇAMENTO DE NOSSO LIVRO SOBRE BARREIRAS ÀS PcD EM SERVIÇOS DE SAÚDE
17 de dezembro de 2024
ECTOSCOPIA - PARTE 3: PELE, MUCOSAS, EXTREMIDADES E LINFONODOS.
15 de novembro de 2024
PACIENTE, CLIENTE OU USUÁRIO DO SISTEMA DE SAÚDE?
5 de março de 2022
UMA PRIMEIRA CONSULTA MÉDICA SIMULADA NA INICIAÇÃO AO EXAME CLÍNICO
Um importante marco da graduação em Medicina é a iniciação ao exame clínico durante o quarto período do curso, quando o estudante veste um jaleco branco pela primeira vez, obtém o seu primeiro estetoscópio e realiza a primeira anamnese. Existem diferentes técnicas que podem ser usadas para o treinamento de habilidades de comunicação na educação médica, sobretudo na consulta médica, que é uma ferramenta fundamental da prática clínica e cuja importância deve ser sempre reforçada nos cenários práticos de ensino-aprendizagem.
A comunicação eficaz é a pedra angular da medicina centrada no paciente e do comportamento empático, assim como na construção do "rapport". Para o treinamento de habilidades de comunicação, pacientes simulados podem ser usados tanto no ensino quanto no exame de habilidades de comunicação.
Neste vídeo, os estudantes de graduação em medicina da UFPB, Gabriel Fernando Vasconcelos Teles e Iasmin Nunes Duarte, da turma 111, realizaram a primeira simulação de uma consulta ambulatorial na sua segunda semana na disciplina de Semiologia Médica, após uma aula teórica sobre consulta médica e comunicação com o paciente. Paciente simulada por Iasmin foi uma mulher de 49 anos com queixa de dor torácica. Na simulação, orientei Gabriel e Iasmin a não incluírem o exame físico. A gravação foi realizada por Thomaz Feijó de Albuquerque, da mesma turma, e com o público dos demais colegas da turma 111, em uma sala de aula do Centro de Ciências Médicas da UFPB.
Agradeço a meus alunos Gabriel, Iasmin e Thomaz pela primeira simulação e gravação de uma consulta neste semestre de 2021.2. Eles consentiram verbalmente com a publicação deste vídeo de interesse educativo, porém a qualquer momento poderão retirar seu consentimento, quando verterei esta publicitação à modalidade "privada".
22 de abril de 2021
SEMIOTÉCNICA DE PALPAÇÃO E PERCUSSÃO DO FÍGADO
Neste vídeo, o colega Prof. José Luis Simões Maroja, professor
de nossa disciplina de Semiologia Médica da UFPB, demonstra sinteticamente
manobras da semiotécnica de palpação bimanual e percussão limitante do fígado.
O exame é realizado com o paciente em decúbito dorsal e o
examinador destro posicionado à direita do paciente. Todo esforço deve ser
feito para que o paciente relaxe e evite tencionar a musculatura abdominal.
Flexionar os joelhos ou colocar um travesseiro sob os joelhos pode facilitar o
relaxamento da musculatura da parede abdominal.
A palpação é realizada para determinar a forma, tamanho,
borda, superfície, sensibilidade e consistência do fígado. A palpação com uma
mão é usada para indivíduos magros, enquanto a técnica bimanual é melhor para
indivíduos obesos ou musculosos e também para palpação profunda. Usando
qualquer uma das técnicas, o fígado é sentido melhor na inspiração profunda.
Na maioria dos exames normais, o fígado não é palpável. Casos
em que o fígado normal é palpável incluem enfisema, derrame pleural do lado
direito, corpo magro, lobo de Riedel ou excursão diafragmática profunda.
No enfisema, os pulmões são hiperexpandidos com achatamento
diafragmático, diminuindo assim as bordas superior e inferior do fígado. Um
grande derrame pleural à direita terá o mesmo efeito de reduzir os limites do
fígado. A percussão precisa da borda superior do fígado em um paciente com
derrame pleural à direita pode ser difícil devido à densidade do fluido que
recobre o embotamento do fígado. Pessoas com excursão diafragmática profunda,
como cantores e atletas de resistência, podem ter um fígado palpável na
inspiração.
As doenças mais comuns associadas a um fígado palpável e
aumentado incluem câncer metastático, linfoma, insuficiência cardíaca
congestiva, hepatite alcoólica e esteatohepatite não alcoólica (por exemplo,
desvio jejunoileal e nutrição parenteral total). A cirrose pode estar associada
a um fígado de tamanho pequeno, normal ou aumentado.
Para palpação bimanual, a mão esquerda do examinador é mantida
posteriormente, entre a décima segunda costela e a crista ilíaca, lateralmente
aos músculos paraespinhosos, pressionando suavemente para cima para elevar a
maior parte do fígado a uma posição mais acessível, enquanto a mão direita é
mantida anterior e lateralmente à musculatura do reto. A mão direita move-se
para cima usando uma pressão suave e constante até sentir a borda do fígado.
A percussão é realizada para determinar o tamanho do fígado,
pois as margens deste órgão podem ser estimadas por esta técnica. A borda
superior é percutida, eliminando a qualidade ressonante produzida pelo segmento
sobrejacente do pulmão. A percussão leve determina melhor a borda inferior do
fígado, devido à aposição do fígado à parede abdominal anterior. A extensão
inferior pode ser subestimada se uma percussão pesada for usada. A percussão
deve ser realizada primeiro na linha hemiclavicular direita e, em seguida, nas
linhas médio esternal e axilar anterior. O nível superior normal do fígado está
ao nível do mamilo direito, enquanto a margem inferior do fígado está na margem
costal direita. O tamanho normal é variável, principalmente em relação ao
tamanho corporal, mas geralmente mede cerca de 12 cm.
#palpacaodofigado #examedofigado #semiologiamedica #semiotecnica #joseluismaroja
1 de agosto de 2020
APRENDER NÃO É UM ATO FINDO: UM PREFÁCIO PARA O LIVRO DO DR. MAURUS
Sinto-me honrada pelo convite para prefaciar o novo e-book do Prof. Maurus Holanda, o melhor neurocirurgião da Paraíba. Compartilho, então, este Prefácio. Aprendi lendo o draft do livro “Guia do Exame Neurológico Objetivo” e pensei várias vezes que as dicas que contém a obra serão úteis para ensinar meus alunos de Semiologia Médica a aprenderem de forma mais simples algumas manobras e interpretações do que ensina o Dr. Maurus e seus colaboradores. Sei que os estudantes que tiverem esse livro serão ajudados a aprender sobre o exame neurológico de forma mais direta e prática. Coloco aqui uma frase de Paulo Freire que me ocorre agora que, como médica generalista, aprendi com informações simples de um expert em exame neurológico: "Aprender não é um ato findo. Aprender é um exercício constante de renovação".
PREFÁCIO
O exame neurológico é geralmente considerado
intimidante por muitos estudantes de medicina e médicos residentes em clínica
médica e cirúrgica, e até mesmo para médicos não neurologistas após a fase da residência.
É uma parte do exame físico que costuma parecer complexa e altamente especializada.
Contudo, como demonstram o Prof.
Maurus Marques de Almeida Holanda e coautores no “Guia do Exame Neurológico
Objetivo”, este exame pode ser simples e acessível. O objetivo deste livro é compartilhar
um guia prático para o aprendizado e a prática do exame neurológico, com
orientações concretas para promover o aprendizado de forma prática e direta.
A maioria dos estudantes de
medicina e médicos residentes não se tornará neurologista, mas precisa saber
realizar o exame neurológico. Especialmente aqueles que se dedicarão à atenção
primária à saúde, é necessário aprender como incorporar o exame neurológico ao
exame físico geral, pois geralmente prepondera a ideia de que aquele seja um
processo separado deste.
Ao realizar o exame neurológico,
como mostra o presente trabalho, é importante manter em mente o objetivo que
esta avaliação cumpre para cada paciente, sobretudo o propósito de determinar a
localização anatômica do comprometimento funcional que ele apresenta. Portanto,
neste livro, destaca-se claramente a importância dos princípios do raciocínio
clínico e do chamado método anátomo-clínico, em que o conhecimento de
neuroanatomia é a base para a interpretação do exame. Esta correlação essencial
é vista em cada tópico de revisão anatômica mostrada de maneira bem ilustrada
nos capítulos do livro.
Além disso, conceitos importantes
são destacados com exemplos práticos, incluindo os estudos de casos clínicos
curtos que vinculam a teoria à prática, assim como roteiros e orientações
sobre o registro das observações
colhidas no exame.
Por meio da leitura do presente
trabalho, percebe-se que a chave para realizar um exame neurológico eficiente é
a observação. Grande parte do exame é realizado simplesmente observando o
paciente: como ele fala, pensa, caminha, se move e simplesmente como interage
com o examinador. Um observador que se torna habilidoso na realização do exame
já pode pensar na localização de uma lesão com base em observações
aparentemente simples.
Este livro percorre todas as
etapas desse processo e visa ajudar o leitor a realizar cada uma delas, pelo
compartilhamento de conselhos de professores e neurologistas experientes, mas
contando também com a participação de seus alunos-monitores da disciplina de
Neurologia do curso de graduação em medicina, que imprimem sua visão experiencial
como estudantes à obra, contribuindo para a apresentação dos tópicos de uma
forma centrada no aprendente.
Tais tópicos, compondo cada capítulo, fornecem indicações práticas de como memorizar as conexões anatomoclínicas, como examinar e como observar anormalidades, na construção das hipóteses diagnósticas tanto do ponto de vista sindrômico, quanto topográfico e etiológico. O raciocínio clínico assim construído permite que investigações complementares oportunas sejam solicitadas com racionalidade e respeito à relação custo-benefício para o paciente, o médico e o sistema de saúde.
Rilva Lopes de Sousa Muñoz
Docente do Departamento de
Medicina Interna / Centro de Ciências Médicas / UFPB
9 de março de 2018
Exame do Tórax Respiratório
8 de março de 2018
Procedimento de Medida da Pressão Arterial
17 de dezembro de 2012
Vídeo II da Monitoria de Semiologia Médica/UFPB sobre Exame Físico Cardiovascular
11 de dezembro de 2012
Aferição da Pressão Arterial nos Membros Inferiores: Importância e Semiotécnica
É importante ressaltar que em condições normais os valores da pressão no membro inferior não são iguais aos do braço, uma vez que neste a resistência vascular periférica é geralmente maior para vencer a força da gravidade. Assim, em condições normais, a pressão arterial sistólica nas pernas é geralmente 10% a 20% mais elevada do que a pressão verificada na artéria braquial.
Neste caso, deve ser utilizado um manguito mais largo que o habitual, se necessário, de forma que a bolsa do manguito deve ser de cerca de 40% da circunferência da coxa.
A coarctação da aorta é caracterizada pelo estreitamento da sua luz em qualquer segmento do vaso. A hipertensão do paciente com coartação da aorta está presente na extremidade superior e o pulso femoral pode estar diminuído ou reduzido. Neste caso, a hipertensão resulta de obstrução ao fluxo sanguíneo e de ativacão de mecanismos vasoconstritores que resultam em aumento da resistência sistêmica a jusante à estenose. O resultado dessa condição é a ocorrência de hipertensão arterial nos membros superiores. Assim, a pressão arterial alta nos membros superiores e pulsos femorais diminuídos em um indivíduo jovem sugerem o diagnóstico de coartação de aorta (MESQUITA; LOPES, 2002).
Todos os pacientes hipertensos devem ter comparações de PA entre braços e pernas, assim como a palpação dos pulsos radial e femoral, pelo menos uma vez, para descartar coartação da aorta.
5 de dezembro de 2012
Asterixis
1 de dezembro de 2012
Técnica de Medição da Pressão Arterial
Em adultos, uma pressão arterial normal é inferior a 120 mm Hg para a pressão sistólica e inferior a 80 mm Hg para a pressão arterial diastólica. Este vídeo mostra a técnica de medição da PA (em inglês).
7 de abril de 2011
11 de junho de 2010
Pupila de Marcus Gunn: Reflexo Fotomotor Paradoxal
24 de fevereiro de 2010
Publicação do Livro "Iniciação ao Exame Clínico" do GESME
Publicação do nosso livro "Iniciação ao Exame Clínico: Guia para o Estudante de Medicina", produzido no Grupo de Estudos em Semiologia Médica (GESME). Esse trabalho consiste na exposição didática de elementos psicomotores e cognitivos essenciais para o aprendizado da semiotécnica médica, no que concerne ao exercício do exame clínico do paciente adulto. Esse texto tem por finalidade precípua servir de apoio à Disciplina de Semiologia Médica do curso de graduação em Medicina (Departamento de Medicina Interna, Centro de Ciências Médicas, Universidade Federal da Paraíba – UFPB).
Trata-se de um livro voltado para a graduação, para o aluno de Medicina, o monitor de Semiologia Médica e de outras disciplinas clínicas, assim como para o aluno do internato médico, visando ao exercício da prática e ao desenvolvimento das habilidades semiotécnicas requeridas para a formação do clínico generalista.
O estudante de Medicina tem os primeiros contatos com os pacientes no contexto clínico através da Disciplina de Semiologia Médica. Desta experiência inicial surgem, por meio do exercício da observação clínica e do contato inicial com os fundamentos do raciocínio diagnóstico, os elementos que permitirão ao estudante seguir os demais módulos didáticos da graduação, tanto de clínica médica quanto cirúrgica. Nessa perspectiva, o elemento pedagógico basilar é o aprendizado da realização da anamnese e do exame físico, aptidões psicomotoras que serão aperfeiçoadas durante as etapas posteriores do curso médico.
A Disciplina de Semiologia Médica é ministrada em um momento ímpar da formação médica, quando se dá a construção dos alicerces sobre os quais irá assentar toda a formação médica.
A parte prática do aprendizado de Semiologia ocorre em pequenos grupos, que são acompanhados por um professor durante todo o curso. O estudante de Semiologia aprende a fazer anamneses nas enfermarias, sob supervisão docente. É dessa forma que o estudante também desenvolve técnicas cognitivas no aprendizado do exame físico. Posteriormente, cada aluno, sozinho, fará anamneses e exames físicos, quando apenas ele e o paciente se encontrarão frente a frente.
Poder perceber o paciente e refletir sobre sua doença é uma das propostas dessa disciplina. É nesse contexto que o ensino da relação médico-paciente começa, pois o encontro estudante-paciente e, posteriormente, o encontro médico-paciente, constituem um fenômeno rico de significados.
O conteúdo do trabalho é resultado da execução de um projeto didático-pedagógico na Disciplina de Semiologia Médica, e inserido na programação acadêmica dos seus monitores, com o objetivo primário a padronização do ensino do exame clínico na disciplina.
Como forma de aperfeiçoamento das próprias habilidades na execução do exame clínico, exercitadas em sessões de discussão das técnicas de exame com os professores, os estudantes que exerciam a monitoria acadêmica de Semiologia Médica produziram inicialmente um conjunto de módulos didáticos referente às programações curriculares da disciplina. Esta revisão prática ocorreu simultaneamente a uma pesquisa bibliográfica sobre semiotécnica.
Posteriormente, a monografia assim produzida foi inteiramente revisada e aprimorada pelos professores da disciplina e de outros professores do Departamento de Medicina Interna, que agregaram ao trabalho sua experiência de ensino.
Os monitores graduandos do curso de Medicina que colaboraram na elaboração do material instrucional deste livro foram Adenylza Flávia de Paiva e Luana Dias Santiago (exame de cabeça e pescoço), Daniel Macedo de Lucena (exame do sistema respiratório), Mariana Honório de Azevedo (exame do sistema cardiovascular), Daniel Espíndola Ronconi (exame do abdome), Camila de Oliveira Ramalho (exame do sistema urinário), Bruna Nadiely Veloso (exame do sistema osteoarticular) e George Caldas Dantas (exame neurológico).
Em consonância com o conteúdo programático da disciplina, esta obra abrange temas de Semiologia Médica distribuídos em nove capítulos: (1) Anamnese; (2) Ectoscopia; (3) Exame de cabeça e pescoço; (4) Exame do sistema respiratório; (5) Exame do sistema cardiovascular; (6) Exame do abdome; (7) Exame do sistema urinário; (8) Exame do sistema osteoarticular; e (9) Exame do sistema nervoso.
No capítulo 1, a anamnese é apresentada de forma didática e detalhada, passo-a-passo, conduzindo o estudante no início de seu aprendizado da arte de entrevistar, além de instruir a maneira de como elaborar um relatório escrito do resultado de sua história.
O capítulo 2 versa sobre o exame físico geral do paciente. A descrição do exame físico começa com a explanação dos elementos da inspeção geral, para posteriormente, em unidades subsequentes, proporcionar o encadeamento do estudo de cada região. No capítulo 3 começa o exame segmentar, abordando-se o exame da cabeça e do pescoço. Os capítulos seguintes referem-se aos exames dos sistemas respiratório, cardiovascular, digestório, urinário, osteoarticular e nervoso. Todos os capítulos são iniciados por uma breve revisão da topografia anátomo-clínica própria daquele sistema, seguindo-se de informações relevantes de semiotécnica.
Na produção desse material didático, está implícita a idéia de que a tarefa didática exige um trabalho de preparação e organização de textos instrucionais, e tal tarefa deve ser feita predominantemente pelos próprios professores da disciplina em questão, considerando que o objetivo central é a formação adequada de profissionais médicos para a prática clínica, e não apenas a educação de pesquisadores.
Ressalta-se, por fim, que é preciso receber essa proposta como passível de contínuo aperfeiçoamento e permanente construção, pois o objetivo do presente trabalho começará a ser atingido se esse esforço conjunto possibilitar um subsídio inicial efetivo para a excelência do ensino de Semiologia Médica da UFPB e de todos que dele se servirem.
31 de outubro de 2009
Obesidade abdominal
17 de outubro de 2009
Teste do Monofilamento de Simmes-Weinstein
O monofilamento parece constituir um sinal de alerta para os pacientes com diabetes mellitus em relação à perda do mecanismo de proteção e defesa dos pés. O teste do monofilamento consiste na inspeção de dez pontos específicos nos pés com um filamento de nylon, visando determinar a presença ou ausência de sensibilidade tátil. A incapacidade de sentir a pressão necessária ao se curvar suavemente o monofilamento de 10 g, quando observado em quatro dos dez pontos do pé avaliados é compatível com neuropatia sensorial.

Referências
GRUPO DE TRABALHO INTERNACIONAL SOBRE PÉ DIABÉTICO. Consenso Internacional sobre Pé Diabético. Direção: Hermelinda Cordeiro Pedrosa; tradução: Ana Claudia de Andrade, Hermelinda Cordeiro Pedrosa. Brasília: Secretaria de Estado de Saúde do Distrito Federal, 2001. NEUMAN, C. R. Polineuropatia do diabetes mellitus: Caracterização clínica e padronização de etstes autonômicos e somáticos. Tese. Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Curso de Pós-Graduação em Ciências Médicas, 1999.
PEDROSA, H. Consenso Internacional sobre Pé Diabético 2007-2008. Disponível em: www.ciede.com.br/paginas/consenso.pdf. Acesso em: 19 out 2009.
29 de setembro de 2009
O paciente "toxemiado"
Na prática clínica é comum encontrar a expressão “aspecto geral toxemiado” para descrever, à ectoscopia, pacientes com aparente estado toxiinfeccioso agudo, em vista da presença de apatia, prostração, confusão mental e febre.
O termo também é visto em artigos científicos na área de Medicina. A título de exemplos, citam-se: "Ao exame o paciente apresentava-se toxemiado, com sinais de irritação meníngea (rigidez de nuca)..." (UTIDA, 2002). "Febre alta com calafrios e aspecto toxemiado aumentam a suspeita de..." (DI NUZZO; FONSECA, 2004) Contudo, essa expressão também é usada em outras condições (“toxemia” gravídica, por exemplo) podendo levar a confusão terminológica, além de não possuir sustentação teórica na literatura como referência ao aspecto do paciente em estado infeccioso agudo. Segundo Kira e Martins (1996), um médico intensivista, às vezes, faz diagnóstico de septicemia, ao notar que o paciente está “toxemiado”, mas tem dificuldade de descrever esse termo (KIRA; MARTINS, 1996). Essa expressão é ambivalente, por levar a possível confusão com o quadro de toxemia gravídica, além de não ter sustentação na literatura médica como referência a aspecto do paciente com estado toxiinfeccioso. Encontra-se o termo "endotoxemia" em trabalhos publicados em língua inglesa (DRAISMA et al., 2009; LAMBERT, 2009; YANG et al., 2009), mas o termo não se refere à "toxemia" percebida como sinal clínico. Na literatura internacional o termo toxemia se refere à toxemia gravídica (BAKHSHAEE et al., 2008; DIELH et al. 2008). Referências BAKHSHAEE, M. et al. Hearing impairment in pregnancy toxemia. Otolaryngol Head Neck Surg. 139 (2): 298-300, 2008. DIELH, C. L. et al. Preeclampsia as a risk factor for cardiovascular disease later in life: validation of a preeclampsia questionnaire. Am J Obstet Gynecol. 198(5):e11-3, 2008. DI NUZZO, D. V. P.; FONSECA, S. F. Sickle cell disease and infection. J. Pediatr. (Rio J.), 80 (5): 347-354, 2004 DRAISMA, A. et al. Microcirculation and vascular reactivity during endotoxemia and endotoxin tolerance in humans. Shock. 31 (6):581-5, 2009. LAMBERT, G. P. Intestinal barrier dysfunction, endotoxemia, and gastrointestinal symptoms: the 'canary in the coal mine' during exercise-heat stress? Med Sport Sci. 53: 61-73, 2008. KIRA, C. M.; MARTINS, M. A. O ensino e o aprendizado das habilidades clínicas e competências médicas. Medicina, Ribeirão Preto, 29: 407-413, 1996 UTIDA, Hélio et al. Trombose séptica de seios cavernosos, transverso e sigmóide e de veia jugular, associada à meningite, secundária a furúnculo nasal: Relato de Caso. Arq. Bras. Oftalmol. 65 (3: 359-362, 2002. YANG. R, et al. Bile high-mobility group box 1 contributes to gut barrier dysfunction in experimental endotoxemia. Am J Physiol Regul Integr Comp Physiol. 297 (2): R362-9, 2009. Fonte da imagem: emedicine.medscape.com/article/830594-overview
3 de agosto de 2009
Semiologia Psiquiátrica
Por Fernando Roberto Gondim Cabral de Vasconcelos
Estudante de Graduação em Medicina da UFPB (V Período), Monitor de Semiologia Médica
8 de dezembro de 2008
Detalhes semiotécnicos da percussão dígito-digital


