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16 de novembro de 2025

COMPETÊNCIA CULTURAL NO CUIDADO EM SAÚDE

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Neste vídeo, proponho uma reflexão sobre como a diversidade impacta o cuidado em saúde, propondo questões de um exemplo prático, para pensar em caminhos para construir uma prática mais justa, equânime e centrada na alteridade.

18 de setembro de 2025

SEMIOLOGIA DIGESTIVA 4: Constipação Intestinal

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8 de setembro de 2025

ETARISMO NO CONTEXTO DA SAÚDE: Participação de Nosso Aluno Eliseu

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Neste vídeo, nosso aluno Eliseu apresenta o que estudou sobre um tema relevante para a prática profissional na Saúde. 
🎥 Um conteúdo pensado para ampliar o conhecimento e estimular o aprendizado contínuo.
📚 Este vídeo faz parte do nosso canal educativo, voltado à formação crítica e humanística na área da saúde e das ciências humanas.

4 de agosto de 2025

RACISMO NO SISTEMA DE SAÚDE: Círculo de Reflexões com a Turma MedUFPB 120

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Neste vídeo, acompanhamos um Círculo de Diálogo com a turma 120 do curso de Medicina da UFPB. Mais do que uma aula, este momento foi pensado como um espaço de encontro – um encontro para ouvir, refletir e, sobretudo, reafirmar nosso compromisso ético com a vida, com a prática médica e com a justiça social.
O tema que conduz essa conversa é o racismo no sistema de saúde – uma questão que atravessa silenciosamente o cotidiano dos serviços de saúde, mas cujos impactos são profundos e concretos. Nosso propósito não é buscar culpados, e sim provocar consciência crítica. Queremos entender como as desigualdades raciais se expressam no cuidado em saúde e de que forma isso afeta pacientes, profissionais e o próprio funcionamento do sistema.

28 de março de 2025

V REUNIÃO "PRAECADENTIA" 2024-2025: RISCO DE QUEDAS ASSOCIADO AO USO DE MEDICAMENTOS

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Sejam bem-vindos à nossa V sessão do Projeto Praecadentia sobre a prevenção de quedas em idosos, hoje enfocando o impacto do uso de medicamentos como fator de risco.
Entre os diversos fatores que aumentam esse risco, o uso de certos medicamentos merece atenção especial. Sedativos, anti-hipertensivos, antidepressivos e outros fármacos podem comprometer o equilíbrio, a cognição e a pressão arterial, tornando os idosos mais vulneráveis a quedas.

12 de março de 2025

LANÇAMENTO DE NOSSO LIVRO SOBRE BARREIRAS ÀS PcD EM SERVIÇOS DE SAÚDE

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Amanhã, a Editora da UFPB lança mais uma obra essencial para a construção de uma saúde mais inclusiva! Este livro digital foi desenvolvido por estudantes de graduação e pós-graduação da UFPB, sob minha orientação e do Prof. José Luís Maroja, com a colaboração de docentes do CCM, como os Profs. Estácio Amaro e Lilian Paschoalin, assim como de nossa assessora, a arquiteta Isabella Soares, mestranda do #ppgoa.
O livro aborda os desafios enfrentados por pessoas com deficiência no acesso aos serviços de saúde, destacando barreiras físicas, intelectuais e sensoriais que dificultam um atendimento adequado. Partindo da premissa de que a universidade deve formar profissionais preparados para atuar em um mundo marcado por desigualdades, a obra nasceu da experiência em dois projetos da UFPB: um projeto de extensão, voltado à colaboração entre academia e sociedade, e um projeto de pesquisa, que investigou as barreiras nos serviços de saúde.

18 de fevereiro de 2025

MEMÓRIA DO SEMINÁRIO "PRECONCEITO, DISCRIMINAÇÃO E ESTIGMA NA ATENÇÃO À SAÚDE"

 

II Seminário de Diversidade Étnica e Cultural na Medicina no Semestre 2024.2 - CCM/UFPB
Esta é a memória do Seminário sobre Preconceito, Discriminação e Estigma na Atenção à Saúde, apresentado pelas nossas alunas Bianca Catarina, Hevilly Kelly e Vanessa, no âmbito da disciplina "Diversidade Étnica e Cultural na Medicina". Neste encontro, exploramos como essas questões impactam a prática médica, a relação entre profissionais de saúde e pacientes, e a promoção de um cuidado mais equitativo e humanizado. Agradecemos pela presença de todos os estudantes da turma e consideramos que esse momento contribuiu para reflexões e diálogos transformadores.
Os principais diapositivos apresentados foram os seguintes:

A exposição do grupo foi excelente. A distinção conceitual entre preconceito, discriminação e estigma foi elaborada de forma clara, porém o conceito de estigma precisou ser enfatizado em um feedback rápido após a exposição, pois é fundamental compreender esses diferentes tipos e formas de problemas que acarretam desigualdade e exclusão social. 
O grupo apresentou uma conceituação apropriada e distintiva de preconceito e discriminação. 
Preconceito, como uma atitude ou crença negativa em relação a um grupo ou indivíduo, baseada em generalizações, estereótipos ou falta de conhecimento, geralmente implicando juízos desfavoráveis e irracionais como, por exemplo, acreditar que pessoas idosas precisam que seus acompanhantes falem por elas durante uma consulta médica. 
Discriminação, como a manifestação prática do preconceito, como foi enfatizado na exposição, envolvendo ações ou comportamentos que resultam em tratamento desigual ou injusto a determinados grupos. Pode ocorrer de maneira explícita ou sutil, individualmente ou institucionalmente, como por exemplo, considerar que uma pessoa com orientação sexual que não coincide com a heteronormativa é um paciente promíscuo.
Como devolutiva inicial, destaquei que o estigma é um processo social pelo qual determinadas características são transformadas em marcas de desvalorização moral. O sujeito deixa de ser percebido em sua complexidade e passa a ser reduzido à condição estigmatizada: “o aidético”; “a obesa”; “o drogado”; “a louca”; “o paciente difícil”. O estigma produz vergonha; silenciamento; isolamento; ocultação da identidade; atraso na busca por cuidado; e sofrimento psíquico.
O estigma é um processo social que desvaloriza ou marginaliza uma pessoa ou grupo com base em uma característica percebida como indesejável, como foi exposto durante a apresentação oral do seminário. Contudo, é necessário completar esta definição: O sociólogo canadense Erving Goffman conceituou estigma como um atributo profundamente desvalorizador que desacredita um indivíduo perante a sociedade. Em sua obra Estigma: Notas Sobre a Manipulação da Identidade Deteriorada (1963), ele descreve o estigma como um fenômeno social que surge quando alguém é marcado por uma característica considerada desviada em relação às normas culturais. A palavra "estigma" vem do grego e significa "marca".
Esses conceitos estão interligados: o preconceito alimenta a discriminação, e ambos contribuem para a manutenção do estigma em diferentes contextos sociais, incluindo o da saúde.

Participações orais da turma após a exposição
Pedro comentou que o trabalho é relevante e esclarecedor, destacando que buscou responder à pergunta 1 e estabelecer conexões com o seminário anterior. Ele também refletiu sobre a homogeneidade do perfil dos estudantes de medicina, observando que, nas escolas privadas, esses alunos têm pouco contato com minorias, o que reduz as oportunidades de desenvolver a intersubjetividade no ambiente escolar.
Além disso, Pedro compartilhou uma percepção adquirida durante o primeiro período do curso, notando que há vagas de estacionamento sobrando em outros centros acadêmicos, enquanto no Centro de Ciências Médicas (CCM) há escassez. Ele também mencionou que os próprios estudantes desvalorizam disciplinas da área humanística, muitas vezes rotulando-as como irrelevantes e cumprindo-as apenas por obrigação, como no caso da disciplina de diversidade.
Hevelly complementou a fala de Pedro, ressaltando a importância do esforço dos docentes para garantir que os alunos tenham contato com comunidades marginalizadas. Ela destacou que a elite manifesta uma espécie de repulsa e que, ao participarem de atividades práticas em comunidades periféricas, alguns estudantes chegam a dizer que a faculdade os colocou em um "buraco" e expressam rejeição ao atendimento dessas populações. Ela também enfatizou que a disciplina, por si só, não é suficiente para desenvolver plenamente a sensibilidade e a competência cultural dos alunos, sendo essencial que haja vivências práticas e contato real com as minorias identitárias. Por fim, ressaltou a necessidade de denunciar casos de discriminação e estigmatização contra minorias no ambiente acadêmico.
Nathália parabenizou o grupo e observou que, por vezes, profissionais de saúde já formados demonstram atitudes preconceituosas. Ela destacou que pacientes podem sentir medo ao perceberem o médico como superior, devido às diferenças de poder na relação médico-paciente. Além disso, mencionou que alguns médicos acreditam que não enfrentarão consequências ao desrespeitar pacientes, e que essa sensação de superioridade frequentemente é normalizada.
Bianca acrescentou que profissionais experientes, especialmente os mais velhos, frequentemente exibem comportamentos discriminatórios em relação a minorias. Ela observou que médicos formados em universidades federais tendem a ser mais humildes e enfatizou a importância da criação de comitês dedicados a avaliar e combater a discriminação e estigmatização de minorias nos ambientes de saúde.
Estudos recentes corroboram essas preocupações. Pesquisas indicam que vieses implícitos podem perpetuar disparidades no atendimento a populações marginalizadas, afetando a comunicação entre pacientes e profissionais de saúde. Iniciativas têm sido propostas para identificar e mitigar essas tendências, promovendo interações mais equitativas e respeitosas. 
Além disso, a presença de informações tendenciosas nos currículos médicos pode influenciar negativamente a formação dos profissionais, perpetuando preconceitos e práticas discriminatórias. Projetos que utilizam inteligência artificial para identificar e corrigir esses vieses nos materiais educacionais têm sido desenvolvidos, visando a resultados de saúde mais justos e inclusivos. 
Portanto, é fundamental implementar estratégias que promovam a conscientização e a educação contínua dos profissionais de saúde, abordando vieses implícitos e explícitos. A criação de comitês e a adoção de ferramentas tecnológicas podem ser passos significativos para garantir um ambiente de saúde mais inclusivo e equânime para todos os pacientes.
Antônio Neto compartilhou uma experiência vivida como estudante em uma disciplina sobre populações excluídas, destacando uma questão preocupante relacionada ao atendimento à comunidade LGBTQIAPN+ nas Unidades de Saúde da Família. Ele relatou que a discriminação ainda é uma realidade marcante nesses espaços, especialmente para pessoas transexuais, que frequentemente não têm seu nome social reconhecido pelos profissionais de saúde. Essa falta de reconhecimento institucional não apenas fere direitos fundamentais, mas também compromete a dignidade e o acesso equitativo à saúde, princípios fundamentais do Sistema Único de Saúde (SUS).
Observou-se que, diante desse cenário de discriminação, muitas pessoas LGBTQIAPN+ evitam buscar atendimento nas Unidades Básicas de Saúde (UBS), sobretudo nos períodos da manhã e da tarde, quando a movimentação é maior. Esse comportamento reforça um fenômeno conhecido na literatura como “evitação de cuidados de saúde” (healthcare avoidance), no qual experiências negativas anteriores e o medo da revitimização afastam determinados grupos do acesso aos serviços de saúde. Diante dessa problemática, a comunidade LGBTQIAPN+ se mobilizou e levou suas demandas à Secretaria Municipal de Saúde, reivindicando a implementação de um atendimento noturno. A proposta visava criar um ambiente onde essas pessoas se sentissem menos expostas à discriminação e mais seguras para acessar os serviços de saúde.
Durante a discussão, Antônio Neto recordou a leitura feita pelo professor Vladimir (Departamento de Promoção da Saúde/CCM/UFPB) de uma frase de Paulo Freire: “Nada é, tudo está.” Esse pensamento freiriano reflete a concepção de que a realidade é dinâmica e está em constante transformação, cabendo à educação e à mobilização social o papel de promover mudanças estruturais. Essa perspectiva dialoga com a necessidade de desconstrução de práticas discriminatórias nos serviços de saúde, enfatizando o caráter processual da construção de uma sociedade mais justa e inclusiva.
Vanessa complementou a reflexão trazendo um exemplo dentro do próprio ambiente acadêmico, especificamente no Centro de Ciências Médicas, onde já presenciou diversas manifestações de discriminação velada contra grupos identitários. Segundo ela, discursos passivo-agressivos, frequentemente disfarçados sob a justificativa de que “é só brincadeira”, são uma forma insidiosa de perpetuação da exclusão. Esse tipo de microagressão, conforme apontado por estudos sobre preconceito estrutural, contribui para um ambiente hostil e dificulta a plena inclusão desses grupos, tanto no ensino quanto na assistência à saúde.
Realmente me sinto, como docente, muito satisfeita quando há essa correlação feita pelos meus alunos, quando eles remetem o que estão estudando no momento a vivências anteriores, de outros componentes curriculares e práticas de campo. A frase "Nada é, tudo está", atribuída ao filósofo Paulo Freire, um dos principais pensadores da educação crítica, é uma expressão que reflete e está alinhada ao pensamento dialético e com a pedagogia freireana, que valoriza a educação como um processo contínuo de mudança e construção coletiva.
José Henrique abordou o "processo de apaziguamento de questões que tiveram origem violenta", destacando a necessidade de enfrentamento dessas problemáticas. Ele mencionou a visão do sociólogo pernambucano Gilberto Freyre que, em uma antiga entrevista à revista Veja, afirmou a existência de uma democracia racial no Brasil — um conceito que, na realidade, se revela um mito. Para reforçar essa reflexão, ele citou estudos do genoma humano que indicam que, entre os brasileiros testados, 70% das mulheres apresentam ascendência genética feminina negra. Esse dado convida a uma análise mais profunda sobre o processo histórico de formação da população brasileira e suas implicações na persistência das desigualdades raciais. José Henrique enfatizou ainda que o combate ao preconceito, à discriminação e à estigmatização é um desafio complexo, mas essencial, e que a postura necessária deve ser sempre a do enfrentamento dessas injustiças.
Hevelly trouxe para o debate a questão das diferenças geracionais, discutindo os desafios e malefícios associados a essas disparidades. Ela ressaltou como os preconceitos voltados às gerações mais antigas muitas vezes invisibilizam suas contribuições e perpetuam estereótipos, dificultando o diálogo intergeracional e a valorização da experiência acumulada ao longo do tempo.
Vanessa complementou a discussão trazendo um dado impactante: 85% dos brasileiros reconhecem que o racismo existe no país, mas apenas uma pequena parcela se identifica como racista. Esse paradoxo revela um problema estrutural e cultural profundo, no qual o racismo é amplamente percebido como uma questão externa, sem um reconhecimento individual da própria responsabilidade na reprodução dessas desigualdades.
Por fim, Braz problematizou a ideia de que seria possível atuar sem nenhuma forma de discriminação, destacando que o preconceito, de alguma forma, já está internalizado em todos. Para ilustrar esse ponto, ele compartilhou uma experiência pessoal: ao ir a uma consulta médica, não mencionou inicialmente que era filho de uma médica e que era um estudante de medicina. No entanto, ao revelar essa informação durante a conversa, percebeu uma mudança drástica na postura do profissional que o atendia. Esse episódio o levou a refletir sobre por que o atendimento não havia sido conduzido desde o início com a mesma atenção e respeito, questionando, assim, os critérios subjetivos que influenciam as relações sociais e profissionais.

Participações da turma por escrito
Gabriel Costa afirmou que o trabalho explorou as diferenças entre preconceito, discriminação e estigma na atenção à saúde, destacando como esses fatores impactam o acesso e a qualidade do atendimento. O preconceito foi abordado como um julgamento prévio, baseado em crenças muitas vezes inconscientes que os profissionais de saúde podem ter em relação a determinados grupos, como pessoas LGBTQIAPN+, negros, indígenas e usuários de substâncias psicoativas. Já a discriminação foi apresentada como a concretização desse preconceito em ações ou omissões que resultam em atendimentos negligentes, recusa de cuidados ou tratamento diferenciado. O estigma, por sua vez, foi analisado como um fenômeno social que rotula e marginaliza certos pacientes, comprometendo sua autoestima e adesão ao tratamento. O estudo reforçou a importância de uma formação voltada para a humanização do atendimento e para o reconhecimento desses vieses, propondo estratégias como educação continuada, escuta ativa e acolhimento qualificado para superar essas barreiras no cuidado em saúde.
João Gabriel Toledo destacou que o curso de Medicina, muitas vezes, prioriza excessivamente a dimensão técnica, relegando a segundo plano a formação humanística e social do profissional. Esse enfoque pode perpetuar barreiras de preconceito que se manifestam no exercício da profissão. Em algum momento da carreira, todo médico atenderá pacientes em situação de vulnerabilidade, como pessoas negras, em situação de pobreza ou pertencentes a outros grupos historicamente excluídos. Para garantir um atendimento digno e equitativo, é fundamental que o profissional esteja preparado para acolher e cuidar de qualquer indivíduo que necessite de assistência, reconhecendo a igualdade de todos em dignidade e direitos. Nesse sentido, torna-se indispensável que o curso de Medicina incorpore reflexões sobre essas questões ao longo de sua formação, promovendo uma prática médica mais ética e inclusiva. Além disso, é essencial incentivar a denúncia de discriminações no ambiente de saúde e exigir a aplicação de medidas punitivas adequadas para combater essas práticas.
João Gabriel Moraes complementou ressaltando que preconceito, discriminação e estigma no atendimento à saúde representam barreiras significativas à adesão ao tratamento e impactam negativamente os desfechos clínicos. O receio do julgamento leva muitos pacientes a evitar consultas, omitir sintomas e abandonar tratamentos, resultando em diagnósticos tardios e agravamento de complicações. Grupos como pessoas vivendo com HIV, indivíduos LGBTQIAPN+, usuários de drogas e pessoas com transtornos mentais são particularmente vulneráveis a essas barreiras, o que compromete não apenas sua saúde física, mas também sua saúde mental. A exclusão e o atendimento de baixa qualidade nesses contextos aumentam os índices de morbidade e mortalidade. Para reverter esse cenário, é imprescindível investir na capacitação de profissionais de saúde, na criação de ambientes acolhedores e na garantia do sigilo no atendimento. Além disso, políticas públicas inclusivas devem ser fortalecidas para assegurar um sistema de saúde acessível e equitativo para todos.
Júlia Medeiros complementou a discussão ao destacar que as barreiras no atendimento podem se manifestar tanto de forma explícita, por meio de discriminações diretas e comentários preconceituosos, quanto de maneira sutil, gerando desconforto durante as consultas. Esse ambiente de insegurança pode dificultar a comunicação do paciente sobre suas queixas e sobre como seu contexto cultural influencia sua saúde. Para Júlia, esse cenário não apenas compromete a longitudinalidade da terapêutica, ao fragilizar o vínculo entre médico e paciente, mas também gera impactos significativos na dimensão emocional dos indivíduos. Ela enfatizou que preconceitos reforçados por profissionais de saúde — que deveriam atuar como rede de apoio e referência no cuidado — podem agravar sentimentos de isolamento e baixa autoestima, além de contribuir para o desenvolvimento ou a piora de transtornos mentais, como a depressão. Diante disso, ela defendeu a necessidade de uma formação médica mais sensível às questões da diversidade, de modo a garantir um atendimento que seja tecnicamente competente e humanamente acolhedor.
Rodrigo Lima, ao responder à pergunta apresentada pela equipe do seminário sobre como as barreiras no atendimento afetam a adesão e os excessos clínicos, destacou que a discriminação de grupos minoritários é um problema presente em diversos aspectos da vida das pessoas que sofrem com ela, incluindo o acesso à saúde. Como exemplo de discriminação estrutural, ele mencionou o fato de que, em João Pessoa, foi criado um ambulatório voltado para o atendimento de pessoas LGBTQIAPN+, porém, esse serviço está localizado em um hospital conhecido pelo tratamento de infecções sexualmente transmissíveis. Essa escolha, marcada pela insensibilidade institucional, reforça estereótipos e afasta muitos pacientes do atendimento, levando à perda de uma oportunidade essencial de cuidado em saúde.
Além disso, Rodrigo ressaltou que práticas discriminatórias ocorrem de forma cotidiana, como no caso de médicos que, devido a preconceitos, podem oferecer um atendimento diferenciado a uma pessoa negra, chegando até a prescrever tratamentos distintos daqueles convencionais como forma de expressar sua rejeição. Como consequência, pacientes negros podem perceber essas discrepâncias no atendimento e, por isso, optar por evitar certos profissionais ou até mesmo os serviços de saúde. Essa realidade estrutural compromete o acesso à saúde e impede que milhares de pessoas recebam atendimento adequado.
João Pedro complementou a discussão ao enfatizar a importância de promover um atendimento em saúde mais equitativo, humanizado e livre de discriminação. Ele destacou que a formação dos profissionais de saúde deve ser constantemente aprimorada, com currículos que enfatizem a empatia, a inclusão e o respeito à diversidade cultural, garantindo que o atendimento seja acessível e acolhedor para todos. Além disso, ressaltou que a humanização no cuidado exige políticas institucionais eficazes no combate a preconceitos e estigmas, criando espaços seguros tanto para pacientes quanto para profissionais. Além disso, ele apontou que a identificação e a superação das barreiras ao acesso e à qualidade do atendimento são cruciais. Questões como preconceitos, falta de acessibilidade e comunicação inadequada impactam diretamente a adesão dos pacientes aos tratamentos, além de influenciar negativamente os procedimentos clínicos. O compromisso com um sistema de saúde mais justo passa, portanto, pela eliminação dessas barreiras e pela construção de um ambiente verdadeiramente inclusivo.
Arthur Felipe destacou que as barreiras no atendimento à saúde impactam diretamente a adesão ao tratamento e os desfechos clínicos dos pacientes. Segundo ele, quando um indivíduo se sente julgado ou desvalorizado, há uma maior tendência a evitar o retorno ao serviço de saúde, o que pode retardar diagnósticos e agravar doenças. Além disso, o julgamento e a discriminação podem gerar sentimentos de vergonha e baixa autoestima. Arthur também ressaltou que os estigmas enfrentados por grupos minoritários estão associados a transtornos alimentares, ansiedade e depressão, fatores que comprometem tanto a adesão ao tratamento quanto a qualidade de vida. Para ele, a superação dessas barreiras por meio de uma atenção mais humanizada e baseada em evidências é essencial para minimizar seus impactos e promover um atendimento mais inclusivo e eficaz.
Também participaram da discussão por comentários escritos os seguintes alunos: Ádria, Rafael Luiz, Lívia, Laura, Anna Luísa, Rafael Carvalho, Kaio, Maria Fernanda, Ana Clara e Lucas Freire. Eles comentaram que preconceito, discriminação e estigma constituem fenômenos distintos, porém profundamente articulados, que atravessam as práticas de cuidado em saúde e influenciam diretamente a qualidade da atenção oferecida aos pacientes. Não se tratam apenas de atitudes individuais ou “falhas morais” isoladas, mas de processos históricos, culturais, institucionais e simbólicos que operam na produção das desigualdades em saúde.
Além disso, esses últimos participantes destacaram que a discriminação pode ser direta ou indireta. Direta, quando há ação explícita, como recusa de atendimento; tratamento hostil; constrangimento; comentários ofensivos. A discriminação indireta ou estrutural ocorre quando normas e práticas institucionais aparentemente neutras produzem exclusão sistemática. Exemplos da discriminação indireta são serviços sem acessibilidade para pessoas com deficiência; ausência de preparo para população LGBTQIAPN+; protocolos construídos sem considerar diversidade cultural; e linguagem técnica inacessível a pacientes com baixo letramento. 
Por outro lado, ainda foi salientado que, na prática clínica, a discriminação frequentemente se manifesta de maneira silenciosa: consultas mais rápidas;
menor contato visual; interrupções constantes; menor investimento diagnóstico; e menor explicação terapêutica. Mencionou-se também que esses elementos parecem pequenos isoladamente, mas acumulam efeitos profundos sobre adesão ao tratamento; vínculo terapêutico; confiança no sistema de saúde; e desfechos clínicos.

Considerações Finais
As discussões realizadas ao longo da atividade evidenciaram a relevância e a complexidade dos fenômenos do preconceito, da discriminação e do estigma no contexto da atenção à saúde. Observou-se que os estudantes conseguiram compreender que essas questões não se restringem a atitudes individuais isoladas, mas se articulam a processos históricos, culturais, institucionais e estruturais que atravessam a formação profissional, as práticas clínicas e o funcionamento dos serviços de saúde. A qualidade das reflexões apresentadas, tanto oralmente quanto por escrito, demonstrou importante capacidade crítica da turma em relacionar os conceitos discutidos à realidade concreta vivenciada nos cenários de ensino, assistência e convivência social.
As participações evidenciaram, ainda, a percepção crescente de que a prática médica não é neutra, sendo profundamente atravessada por relações de poder, desigualdades sociais e marcadores identitários. Os relatos sobre racismo institucional, LGBTfobia, microagressões, elitização da formação médica, invisibilização de grupos vulnerabilizados e dificuldades de acesso aos serviços de saúde revelaram maturidade reflexiva dos estudantes ao reconhecerem que preconceitos explícitos e implícitos impactam diretamente a qualidade do cuidado, a adesão terapêutica e os desfechos clínicos. Nesse sentido, destacou-se de maneira recorrente a importância da escuta qualificada, da comunicação acessível, da empatia, da competência cultural e do reconhecimento da subjetividade dos pacientes como dimensões essenciais da prática clínica ética e humanizada.
Outro aspecto particularmente relevante foi a articulação feita pelos estudantes entre os conteúdos discutidos nesta disciplina e experiências anteriores vividas em outros componentes curriculares, atividades práticas e cenários comunitários. Essa capacidade de estabelecer conexões interdisciplinares demonstra avanço na construção de uma compreensão ampliada do processo saúde-doença e da formação médica como prática social. A retomada de referenciais como Paulo Freire, as reflexões sobre intersubjetividade, a problematização da chamada “democracia racial” e as discussões sobre vieses implícitos na educação médica revelam um movimento importante de amadurecimento intelectual e ético da turma.
As discussões também reforçaram que o enfrentamento do preconceito, da discriminação e do estigma exige mais do que conhecimento teórico. Requer mudanças institucionais, revisão crítica dos currículos, fortalecimento de políticas inclusivas, desenvolvimento de práticas pedagógicas sensíveis à diversidade e ampliação das vivências em territórios e comunidades historicamente marginalizadas. A formação médica comprometida com a equidade demanda profissionais capazes não apenas de reconhecer desigualdades, mas também de atuar ativamente no enfrentamento das injustiças sociais que produzem sofrimento e exclusão.
Por fim, a atividade evidenciou a potência pedagógica de espaços dialógicos, críticos e reflexivos na formação em saúde. Ao problematizarem situações concretas e compartilharem experiências pessoais e acadêmicas, os estudantes demonstraram que a educação médica pode constituir-se como espaço de transformação ética, política e humana. Nesse horizonte, discutir preconceito, discriminação e estigma na atenção à saúde não representa um conteúdo periférico da formação médica, mas uma dimensão central para a construção de práticas clínicas mais justas, inclusivas, humanizadas e comprometidas com os princípios da dignidade humana e da equidade em saúde.

Referência mencionada neste relatório: 
GOFFMAN E. Estigma: notas sobre a manipulação da identidade deteriorada. Tradução de Márcia Bandeira de Mello Leite Nunes. 4. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan; 1988.

9 de janeiro de 2025

O TERMO "PSICOGÊNICO" PARECE OBSOLETO?

#perestrello #medicinadapessoa #editoraatheneu #resumo #leitura #filosofia #antropologiadasaude #psicossomática #mentecorpo #anamnese #escutaativa #semiologiamedica 
Neste vídeo, a partir de uma ideia do capítulo 3 do livro "A Medicina da Pessoa", de Danilo Perestrello, abordo esta assertiva “O termo ‘psicogênico’ tornou-se obsoleto e inadequado para a compreensão da medicina centrada na pessoa” (Perestrello, 1996).
O que você pensa sobre essa ideia? Comente!...

5 de janeiro de 2025

DOENÇA E EXISTÊNCIA

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Neste vídeo, abordo a doença entendida como uma forma de ser da pessoa, a expressão máxima de sua crise existencial, a partir do capítulo 3 do livro "A Medicina da Pessoa", de Danilo Perestrello.

4 de janeiro de 2025

"A MEDICINA DA PESSOA": REVISITANDO O LIVRO DO PROF. PERESTRELLO

#perestrello #medicinadapessoa #editoraatheneu #resumo #leitura #filosofia #antropologiadasaude #psicossomática #mentecorpo 

Neste vídeo, revisito brevemente a obra "A Medicina da Pessoa", livro do Prof. Danilo Perestrello, que apresenta uma reflexão profunda e necessária sobre a prática médica, fundamentada em princípios éticos, humanistas e holísticos.

24 de novembro de 2024

COESÃO E CLAREZA NA REDAÇÃO ACADÊMICA

 

Rilva Lopes de Sousa Muñoz

A redação acadêmica exige clareza, precisão e coesão para transmitir ideias de forma eficaz. Nesse contexto, a estrutura dos parágrafos e períodos desempenha um papel crucial. Um parágrafo bem estruturado deve apresentar uma ideia central (tópico frasal) e desenvolvê-la com argumentos, evidências e exemplos. Isso ajuda o leitor a acompanhar a linha de raciocínio e a compreender o objetivo do texto. Parágrafos longos e densos podem dificultar a leitura, enquanto parágrafos curtos e bem delimitados tornam a leitura mais fluida.

O uso de períodos e frases mais curtas em textos científicos tem benefícios importantes. Frases longas, com múltiplas ideias conectadas por vírgulas ou conjunções, podem confundir o leitor e dificultar a compreensão. Frases curtas e objetivas, por outro lado, favorecem a clareza, permitindo que cada ideia seja apresentada de forma direta e independente. Isso é especialmente útil para explicar conceitos complexos ou expor resultados de pesquisa.

Além disso, períodos curtos ajudam a manter a coesão do texto. Quando cada frase é construída de forma objetiva, evita-se ambiguidades e facilita-se a transição de uma ideia para outra. Isso é essencial em textos acadêmicos, cujas conclusões são fundamentais para sustentar argumentos e interpretar dados. Assim, os leitores conseguem captar as informações principais sem esforço excessivo.

Portanto, na redação acadêmica, é prioritário priorizar parágrafos organizados e períodos mais curtos. Essa prática não apenas melhora a legibilidade do texto, mas também demonstra um domínio do conteúdo e uma preocupação em comunicar ideias de maneira clara e acessível.

17 de novembro de 2024

QUAL É A DIFERENÇA SEMIOLÓGICA ENTRE SINTOMAS, SINAIS E ACHADOS FÍSICOS?

#pacientes #sintomas #sinais #achadosfísicos #entrevistaclínica  #consultamedica #raciocinioclinico #semiologiamedica #ccmufpb #medicina #diagnostico #nomenclatura #terminologíamédica  

Neste vídeo, exploro um tema essencial para quem está iniciando-se no estudo do exame clínico: a distinção entre sinais, sintomas e achados físicos. Entender essa diferença não é apenas uma questão técnica, mas um passo crucial para construir uma anamnese e um exame físico preciso, que são a base do diagnóstico médico.
Você sabe por que os sinais são considerados objetivos, enquanto os sintomas são subjetivos? E como essa distinção orienta a abordagem ao paciente? 
Opine. Comente.

15 de novembro de 2024

PACIENTE, CLIENTE OU USUÁRIO DO SISTEMA DE SAÚDE?

#pacientes #relaçãomedicopaciente #entrevistaclínica #consultamedica #raciocinioclinico #semiologiamedica #ccmufpb #medicina #diagnostico #humanização 
O que há de errado com o termo “paciente”? É uma palavra "contaminada etimologicamente"? Qual o melhor termo: paciente, cliente ou usuário do sistema de saúde?
Opine. Comente.

13 de novembro de 2024

O PRONTUÁRIO ELETRÔNICO E SEU IMPACTO NO CUIDADO EM SAÚDE

 #prontuarioeletronico #semiologia #cuidadoemsaude
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Será que o prontuário eletrônico realmente transforma o cuidado em saúde? Deixe sua opinião!...

11 de novembro de 2024

O VÍNCULO MÉDICO-PACIENTE: Confiança e Confidencialidade no Cuidado em Saúde

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Você já se perguntou o que torna o relacionamento médico-paciente tão poderoso? Já pensou no que poderia fazer para fortalecê-lo ou evitar que ele se desintegre? Já pensou nas consequências de relacionamentos insatisfatórios?

9 de novembro de 2024

A IMPORTÂNCIA DA ESCUTA ATIVA: TRANSFORMANDO O CUIDADO EM SAÚDE

#escutaativa #anamnese #relaçãomedicopaciente #entrevistaclínica #consultamedica #raciocinioclinico #semiologiamedica #ccmufpb #teoriadoprocessodual #medicina #diagnostico 

Como a escuta empática e atenta pode melhorar a comunicação e fortalecer a relação profissional de saúde-paciente?

6 de novembro de 2024

II ENCONTRO TELEPRESENCIAL/TURMA 5/PROFSAUDE/UFPB: Habilidades Comunicat...

#comunicação #preceptoria #medicinaufpb #narrativas #habilidadescomunicativas #mestradoprofissional #ccmufpb 
Este vídeo é o registro do II Encontro Telepresencial da turma 5 do #profsaude polo #ufpb, Centro de Ciências Médicas.
Agradeço a cada um(a) dos(as) mestrandos(as) do ProfSaude/UFPB por compartilharem suas experiências e reflexões sobre a comunicação no ambiente de trabalho na atenção primária à saúde e no seu papel de preceptores de futuros profissionais. Eles (nós) refletiram (refletimos) sobre como a comunicação vai além das palavras, constituindo  uma ferramenta de cuidado, de ensino e de construção de relacionamentos baseados em confiança e compreensão mútua.

Os mestrandos da turma 5 que aparecem neste vídeo consentiram com a publicação do registro audiovisual do nosso encontro.

2 de novembro de 2024

PROFISSIONAIS DE MEDICINA E ENFERMAGEM USAM UMA SÓ LENTE CLÍNICA?

#raciocinioclinico #semiologiamedica #fisiopatologia #ccmufpb #sistema1 #teoriado processodual #medicina #diagnostico #raciocinioabdutivo #raciociniohipoteticodedutivo #epistemologia
Vídeos anteriores sobre raciocínio clínico:
Parte 1: disponível em     • ENTENDENDO O PROCESSO DE RACIOCÍNIO C...  
Parte 2: disponível em    • ENTENDENDO O PROCESSO DE RACIOCÍNIO C...  
Parte 3: disponível em:    • ENTENDENDO O PROCESSO DE RACIOCÍNIO C...  
Parte 4: disponível em:    • ENTENDENDO O PROCESSO DE RACIOCÍNIO C...  
Parte 5: disponível em:    • ENTENDENDO O PROCESSO DE RACIOCÍNIO C...

25 de outubro de 2024

II REUNIÃO DO PROJETO DE EXTENSÃO "PRAECADENTIA" 2024-2025

II Reunião do Projeto de Extensão "Praecadentia"/PROBEX/UFPB Neste encontro, vamos explorar as iniciativas de extensão podem servir como pontes entre o conhecimento científico e as necessidades reais da comunidade, promovendo uma rede de apoio e educação que valoriza o envelhecimento ativo e seguro. Essa conexão entre universidade e sociedade é fundamental para desenvolver ações educativas eficazes, com potencial de transformar realidades e criar um ambiente de saúde mais inclusivo e protetor para nossos idosos. Vamos juntos refletir sobre como fortalecer essa conscientização e, principalmente, como cada um de nós pode contribuir para um futuro onde o envelhecimento venha acompanhado de dignidade e segurança.

19 de outubro de 2024

I MENTORIA ACADÊMICA DO GRUPO PIBIC-PIVIC 2024-2025: Iniciando os Trabalhos

🎓 #mentoriaacademica #pibic #ufpb #projetodepesquisa #educaçãonasaude

Bem-vindo(a)s ao nosso Semioblog Humanitas de Formação Humanística na área da Saúde! Este vídeo é o registro da primeira sessão de mentoria acadêmica com os graduandos do nosso grupo PIBIC-PIVIC 2024-2025 Juliana Maria de Assis Batista, João Vitor Belarmino da Silva e Ramon Lacerda de Souza (Estudantes de Graduação em Medicina da UFPB) no Grupo de Pesquisa: Grupo de Estudos em Semiologia e Humanidades Médicas (Geshme)
✨ Destaques da Sessão:
1️⃣ Revisando o projeto; e
2️⃣ Elucidando dúvidas;

👍 Não se esqueça de curtir este vídeo para que o canal alcance relevância e inscreva-se e ative as notificações para receber atualizações sobre futuras sessões de mentorias acadêmicas. 📚✨