Entende-se que a orientação do Instituto Latino-americano de Sepse na América Latina é no sentido da manutenção dos critérios operacionais utilizados anteriormente, os quais segundo Machado et al. (2016), são mais adequados para aplicação em países em desenvolvimento, onde os parâmetros da SIRS continuam a ser recomendados (KAUKONEN et al., 2018).
10 de agosto de 2018
Sepsis 3: Controverso Consenso
Entende-se que a orientação do Instituto Latino-americano de Sepse na América Latina é no sentido da manutenção dos critérios operacionais utilizados anteriormente, os quais segundo Machado et al. (2016), são mais adequados para aplicação em países em desenvolvimento, onde os parâmetros da SIRS continuam a ser recomendados (KAUKONEN et al., 2018).
1 de abril de 2011
Carta ao Semioblog: Sobre Comentário Anônimo por E-mail de Turma

21 de fevereiro de 2011
Carta à Editoria do Semioblog
16 de fevereiro de 2011
Carta à Editoria do Semioblog
7 de janeiro de 2011
Carta à Editoria do Semioblog: Shakespeare e a Hematêmese
Professora Rilva,
Uma possível explicação para a imagem de Shakespeare que a senhora postou no blog é a seguinte: Se pensarmos no sintoma como hemoptise, e não hematêmese, há um trocadilho. Talvez a representação não seja clara na distinção do sintoma.
A hemoptise é um sintoma da tuberculose que, em inglês, é frequentemente abreviada para "TB".
"TB or not TB" é um trocadilho bastante conhecido para a célebre frase "To be or not to be", de Hamlet. Posso estar enganado, mas parece fazer sentido.
Outra possível explicação seria a de que a hematêmese é um dos sintomas da peste ("septicemic plague"), que atrasa o Frade John (fica "preso" em um vilarejo devido à suspeita de peste), encarregado de entregar a Romeu a carta informando-o que Julieta não está morta. Abaixo, o trecho da peça
FRIAR JOHN Holy Franciscan friar! brother, ho! FRIAR LAURENCE This same should be the voice of Friar John. Welcome from Mantua! What says Romeo? Or, if his mind be writ, give me his letter. FRIAR JOHN Going to find a bare-foot brother out, One of our order, to associate me, Here in this city visiting the sick, And finding him, the searchers of the town, Suspecting that we both were in a house Where the infectious pestilence did reign, Seal'd up the doors, and would not let us forth; So that my speed to Mantua there was stay'd.
O episódio da peste do Frade John é apontado, por estudiosos, como uma explicação desnecessária ao atraso na entrega da carta (não sendo, inclusive, um elemento bem encaixado do ponto de vista temporal), "forçada" para amarrar o desfecho. A hematêmese de Shakespeare poderia ser, portanto, uma alusão a um episódio questionável que leva ao desfecho de sua peça mais célebre. Espero, com essas duas "hipóteses diagnósticas" ajudá-la a entender a figura (que também me chamou a atenção). Atenciosamente, Normando Guedes Pereira
Foto: Arquivo pessoal de Normando Guedes Pereira
23 de novembro de 2010
Carta ao Semioblog: Psicocirurgia
O segundo, por sua vez, em seu artigo de 1942, intitulado "Psychosurgery", critica a necessidade de um médico cirurgião e de uma sala cirúrgica para realizar a lobotomia, o que dificulta ampla realização do procedimento em pacientes institucionalizados. Cria, pois, a "ice-pick lobotomy" para superar esses obstáculos (conforme ilustração do texto da postagem a que me refiro). O debate em torno dessa questão não pode desconsiderar as diferenças evidentes da psicocirurgia de Moniz e Freeman e a psicocirurgia dos dias de hoje. Atualmente, as técnicas de neurocirugia destinadas à psicocirurgia utilizam-se essencialmente da estereotaxia (seja para ablação, seja para implante de eletrodos de estimulação cerebral profunda - DBS), baseando-se em estudos dos sistemas neurais subjacentes aos quadros psicopatológicos, que se amparam em amplos recursos de neuroimagem estrutural e funcional. Nesse contexto, a psicocirurgia tem caráter dualista: é uma alternativa terapêutica válida e um procedimento experimental. Felizmente, como a senhora ressalta em seu texto, o debate ético em torno da psicocirurgia se desenvolve num contexto muito mais exigente quanto ao direito do paciente. Dessa forma, a sociedade deve proteger-se de aventuras terapêuticas, mas o medo infundado de novas técnicas pode levar ao zelo excessivo. Uma ética em que predomine a aversão ao risco pode produzir uma posição protecionista distorcida, que teria como consequência o cerceamento dos avanços potencialmente benéficos à própria população que a legislação busca proteger. Quanto às técnicas citadas como "tendências futuras", me alegro em dizer que a estimulação de nervo vago (para epilepsia refratária em crianças), estimulação profunda do cérebro (mais conhecida como DBS, que possui os mais diversos fins, como tratamento da dor, distúrbios do movimento e transtornos psiquiátricos) e a estimulação magnética transcraniana (também para fins diversos) já são uma realidade nos grandes centros brasileiros, sendo as duas primeiras já realizadas aqui em João Pessoa. Espero contribuir de alguma forma,


