11 de julho de 2015
4 de junho de 2015
Defesas de Trabalhos de Conclusão de Curso em Medicina pela UFPB
Anunciamos as defesas públicas dos Trabalhos de Conclusão de Curso de Graduação em Medicina pela Universidade Federal da Paraíba (UFPB) de Liana Luz Lima, Taynah Pontes Machado, Aline Dantas de Sá e Lunna Maria Casimiro Sarmento, integrantes do Grupo de Estudos em Semiologia Médica.
Centro de Ciências Médicas/UFPB
08/06/15 a 10/06/15
08/06/15 a 10/06/15
11 de maio de 2015
História da Medicina na Arte: Parte II
Trabalhos
artísticos escolhidos pelos alunos do MHB3 para ilustrar o III Seminário sobre
História da Medicina no semestre 2015.1
(Departamento de Medicina Interna, Centro
de Ciências Médicas, UFPB)
ÉRICA
Pintura de Pablo Picasso em 1897: "Ciência e Caridade". Uma
mãe doente em seu leito, entre um médico sentado olhando seu relógio portátil
enquanto toma o pulso dela, e uma freira que segura o filho pequeno da mulher e
estende-lhe uma bebida (talvez chá). Os cuidados paliativos contemporâneos e a
medicina paliativa surgem da contemplação da pintura: o controle da dor, apoio
social e espiritual e o cuidado são elementos claramente presentes nesta pintura.
OTÁVIO
"O
Triunfo da Morte", pintura de Pieter Bruegel, o Velho, em 1562: Uma paisagem
desolada de morte e destruição confronta o espectador. Faz
pensar sobre a sempre presente ameaça de morte na Europa medieval, trazida
pelas epidemias de Peste Negra. Bruegel era um artista holandês que teria testemunhado duas das graves recorrências da Peste Negra no século XVI.
MARITA
Xilogravura
de Alessandro Beneditti, médico italiano, mostrando
a extração de Asclepius, o deus grego da medicina, do abdome da mãe Coronis,
por seu pai Apollo. Gravura publicada na edição de 1549 do livro De Re Medica, de Aulus Cornelius
Celsus.
FÁTIMA
“Máscaras”, trabalho do artista americano William
Utermohlen que, em 1995, aos 61 anos, recebeu o diagnóstico de doença de
Alzheimer. O artista passou, então, a pintar uma
série de autorretratos. A partir do momento de seu diagnóstico até o ano
2000, quando ele foi internado em um lar de idosos, criou retratos de sua
penosa decadência mental. Com seus quadros, ele demonstra os efeitos devastadores da doença. Suas obras tornaram-se mais planas, mais abstratas, com perda de
detalhes e de sentido espacial. Em 2000, a memória e as habilidades
técnicas do Utermohlen tinham se deteriorado ao ponto em que seus autorretratos passaram a ser simples crânios nos quais ele rabiscava as mais básicas características
faciais.
RODRIGO
David Kirby no seu leito de morte. Foto publicada
na Revista Life em 1990.
Uma das fotografias mais penosas e controversas publicadas em um momento em que emergia a pandemia global de Aids. David Kirby era um
ativista dos direitos homossexuais que contraiu HIV. Ele se reconciliou
com sua família, de quem se havia distanciado, a fim de morrer cercado por
ela. Naquele momento, 25 anos atrás, ainda não havia o tratamento com os
antirretrovirais e a Aids costumava ser uma sentença de morte. Foto originalmente em preto e branco, tirada por Therese
Frare, na época estudante de pós-graduação em Jornalismo.
PROFA. RILVA
"A verdade é que a medicina, declaradamente baseada na observação, é tão sensível às influências externas, políticas, religiosas, filosóficas, imaginativas, tal como o é o barômetro para as mudanças de densidade atmosférica"
(Oliver Wendell Holmes)
10 de maio de 2015
História da Medicina na Arte: Seminários I e II de MBH3 em 2015.1
Ilustrações de temas de
História da Medicina com motivos artísticos
trazidas pelos alunos do
Módulo de MHB3 em 2015.1 nos seminários I e II – Departamento de Medicina Interna – Centro de Ciências Médicas
- UFPB, Campus I
MARIA BEATRIZ
Carta de Noel Rosa a Edgar
Graça Mello
Belo Horizonte, 27 de janeiro de 1935
Meu dedicado médico e paciente amigo Edgar.
Um abraço.
Se tomo a liberdade de roubar mais uma vez seu precioso tempo, é porque tenho certeza de que você se interessa por mim muito mais do que eu mereço.
Assim sendo, vou passar a resumir as notícias que se referem à marcha do meu tratamento.
E, para amenizar as agruras que tal leitura oferece, resolvi fazer uso das quadras que se seguem:
Já apresento melhoras:
Pois levanto muito cedo
E... deitar às nove horas
Para mim, é um brinquedo!
A injeção me tortura
E muito medo me mete;
Mas... minha temperatura
Não passa de trinta e sete!
Nessas balanças mineiras
De variados estilos
Trepei de várias maneiras
E... pesei cinquenta quilos!
Deu resultado comum
O meu exame de urina.
Meu sangue: - noventa e um
Por cento de hemoglobina.
Creio que fiz muito mal
Em desprezar o cigarro:
Pois não há material
Pra meu exame de escarro!
Até agora, só isto.
Para o bem dos meus pulmões,
Eu, nem brincando desisto
De seguir as instruções.
Que meu amigo Edgar
Arranque deste papel
O abraço que vai mandar
O seu amigo
Noel.
JANE
"A Criação de Adão", afresco da Capela Sistina, com figura com formato anatômico do encéfalo
VICTOR
HUGO
Óleo sobre tela de
Robert Hannah, de 1848, mostra William Harvey demonstrando a Charles I a
circulação do sangue
CÍNTIA
Ilustração "Mapa do Inferno de Dante”, século XV, de Sandro Boticelli, com evocação da Peste Negra da Idade Média
THIAGO
Algo, em mim, está morto.
O lado direito inerte, ausente,
de mim está alheio.
Do lado esquerdo
o fito,
como se a um outro
olhasse.
Metade de mim persiste,
vive,
e contempla algo, ardendo,
estiolando,
que em mim está morto.
Um perfil que apodrece
e eu vivendo
e vendo ausentar-se de mim
algo que em mim está morto
definitivamente.
ANDRÉ
Detalhe de desenho feito em1802 – The Cow
Pock – de James Gillray - mostrando a controvérsia em torno da vacinação
criada por Edward Jenner, sugerindo que sua vacina contra a varíola, derivada de
pústula de vaca, faria surgir brotos de vacas nos corpos de pacientes vacinados
BRUNA
Poema “Pneumotórax”,
de Manuel Bandeira
Febre, hemoptise, dispneia e suores noturnos.
A vida inteira que podia ter sido e que não foi.
Tosse, tosse, tosse.
Mandou chamar o médico:
- Diga trinta e três.
- Trinta e três... trinta e três... trinta e três...
- Respire.
- O senhor tem uma escavação no pulmão esquerdo e o pulmão direito infiltrado.
- Então, doutor, não é possível tentar o pneumotórax?
- Não. A única coisa a fazer é tocar um tango argentino.
A vida inteira que podia ter sido e que não foi.
Tosse, tosse, tosse.
Mandou chamar o médico:
- Diga trinta e três.
- Trinta e três... trinta e três... trinta e três...
- Respire.
- O senhor tem uma escavação no pulmão esquerdo e o pulmão direito infiltrado.
- Então, doutor, não é possível tentar o pneumotórax?
- Não. A única coisa a fazer é tocar um tango argentino.
RICARDO
Pinturas em
aquarela de Alexander Fleming a partir de discos de placas de Petri com crescimento
bacteriano (“arte microbiana”)
JOSÉ
GUILHERME
Pintura em óleo sobre tela de Robert Hinckley - Primeira
operação com éter, de 1846
JOÃO
GABRIEL
Arte: Pintura
de Franz Skarbina em 1906 – retrata
Ernst von Bergmann, um pioneiro de técnicas de
assepsia, realizando uma amputação de membro inferior no Charité Hospital, Berlin, em 1897
21 de abril de 2015
História da Medicina: Questões Propostas no Período 2015.1
Questões Propostas aos Alunos do Módulo de História da Medicina em 2015.1
Temas:
- Por que Estudar História da Medicina?
- Da Medicina Mágico-Religiosa à Hipocrática
Temas:
- Por que Estudar História da Medicina?
- Da Medicina Mágico-Religiosa à Hipocrática
Em que
momentos históricos da Antiguidade houve algum progresso do pensamento médico,
do mágico-religioso para o empírico? Comente.
Na
Antiguidade do Ocidente, ocorreram práticas empíricas (baseadas na observação) com Hipócrates, na Grécia Antiga, sendo seguido por Galeno, em Roma. Contudo, ainda que de forma incipiente, inicialmente na medicina egípcia, também ocorreram movimentos caracterizados por empirismo. Assim, a visão empírica de Hipócrates (séculos V-IV a.C) já tinha ocorrido
antes dele, de forma mais elementar, em determinadas
práticas ocorridas no Egito (3.000 a.C.). Neste, já houve uma relativa
progressão do pensamento médico, pelas práticas de dissecação, conhecimentos
anatômicos e de plantas, paralelamente às práticas
mágico-religiosas vigentes e predominantes naquele momento histórico. A farmacopeia do Antigo Egito baseava-se em um conhecimento da botânica e das ervas
especiais, que era preparada pelos próprios médicos, embora ainda fossem muitas vezes acompanhada por rituais de magia. A
mumificação permitiu o acesso ao interior do corpo humano e, com isso, os
egípcios passaram a conhecer o sistema circulatório, o funcionamento de vários
órgãos e algumas relações entre eles. O tratamento de fraturas era feito
com certo grau de habilidade pelos egípcios, que também realizavam operações
simples. Portanto, a hegemonia da interpretação mágico-religiosa não impediu o
desenvolvimento da observação e da prática empírica.
Foi com Hipócrates,
considerado o pai da medicina, na Grécia Clássica, que houve uma desvinculação da prática mística. A medicina hipocrática reconhecia a doença como parte da natureza, no
processo gradual de transição do pensamento místico para o
pensamento racional na medicina antiga. Para Hipócrates, a saúde era a
expressão do equilíbrio do corpo humano, obtida através de um modo de vida
ideal, que incluía nutrição, excreção, exercício e repouso adequados. A
medicina hipocrática dos séculos V e IV a.C. valorizava a prática clínica e a
observação da natureza e, portanto, foi eminentemente empírica.
Em que
período histórico foram escritos os primeiros textos médicos, quais foram estes
e de que tratavam?
Na
Antiguidade. Os primeiros textos de que se tem conhecimento são os papiros do
Antigo Egito, que foram de extrema importância para o conhecimento sobre as
práticas médicas daquela época. O
conhecimento da medicina egípcia provém basicamente de três documentos, o
Papiro de Ebers (1.500 a.C), sobre
medicina interna, o Papiro de Smith (1.600 a.C), sobre cirurgia,
sobretudo feridas cirúrgicas e fraturas, e o Papiro de Kahun ou Lahun (1.800
a.C), sobre ginecologia e obstetrícia.
Que
equívoco ainda existe atualmente a respeito do símbolo da Medicina?
A confusão ainda observada nos dias atuais relaciona-se ao bastão de Asclépio, que simboliza tradicionalmente a arte da
cura, contendo um bastão tosco e uma serpente, que pela regeneração de sua pele, é considerada um
símbolo de renascimento e de fertilidade. Ao longo do tempo este símbolo tem
sido confundido com o caduceu de Hermes, erroneamente usado para representar a
medicina, embora seja, na realidade, o símbolo do comércio. Os alquimistas adotaram o caduceu
de Hermes, o Deus dos Mensageiros, que também foi o patrono dos jogadores,
ladrões, trapaceiros e alquimistas.
Quais as
principais contribuições de Cláudio Galeno para a Medicina?
Galeno (130-200 d.C.) foi o último e mais influente dos grandes médicos antigos.
Foi um escritor prolífico, produzindo centenas de obras. Estas formam
cerca de metade dos conhecimentos que sobreviveram dos médicos gregos
antigos. Ele escreveu cerca de quinhentos tratados, dos quais 83 são
reconhecidos como sendo verdadeiros, abrangendo não só medicina, mas também
ética e filosofia. Suas contribuições mais importantes foram em anatomia,
fisiologia experimental e farmacologia. Galeno dissecava habilmente vários
tipos de animais, e suas observações eram aplicadas ao corpo humano, algumas vezes
erroneamente. Ele reconheceu corretamente que o sangue passava do coração
direito para o lado esquerdo, por exemplo, mas afirmou que este fluxo ocorria
através de minúsculos poros no septo interventricular. Galeno também
acreditava que o sangue era formado no fígado, e circulava a partir daí para as
veias. Ele mostrou que as artérias continham sangue, e não ar, como até
então se acreditava.
Galeno
tornou-se uma autoridade médica importante por 15 séculos, definindo a prática da medicina
na Europa Ocidental durante estes 1.500 anos. O mundo médico abandonou o galenismo apenas após a aceitação dos trabalhos de Andreas Vesalius (1514-1564)
sobre anatomia em 1543, e de William Harvey (1578-1657), sobre a
circulação de sangue em 1628.
A partir de
medicina hipocrática, Galeno difundiu e aperfeiçoou a teoria dos quatro
humores, tornando-se o mais importante contribuinte para os conhecimentos
médicos depois de Hipócrates.
Por que
estudar História da Medicina e da Bioética?
Vide link:
http://semiologiamedica.blogspot.com.br/2010/07/para-que-serve-historia-da-medicina.html
Imagem: Sangria do imperador romano
Galerius através de sanguessugas para quadro "putrefativo intestinal"
[Ilustração do Decameron]
14 de abril de 2015
28 de março de 2015
Osce do Internato em Clínica Médica do HULW - V Edição
Ocorreu hoje
a quinta edição da Avaliação Objetiva
Estruturada por estações (Osce) de Clínica Médica para 38 alunos do Internato
do curso de Medicina da Universidade Federal da Paraíba (Centro de Ciências
Médicas/ UFPB)/Hospital Universitário Lauro Wanderley (HULW). A avaliação
começou às 8h10 e terminou às 11h40, com seis minutos para cada aluno em cada uma
das três estações.
Os casos
clínicos de cada estacão da prova com os respectivos checklists, foram os seguintes:
ESTAÇÃO
1
ENUNCIADO: José
Francisco, 32 anos, solteiro, mora no bairro
de Mandacaru, em João Pessoa-PB, e sua ocupação é “guardador de carros”.
Foi internado na enfermaria de Clínica Médica do HULW por febre intermitente e
calafrios há 3 semanas. Como sintomas associados, relatou mal-estar geral,
anorexia, perda de 4 kg de e manchas nas mãos e pés há 15 dias. Negou uso de
drogas intravenosas, viagens recentes e outros antecedentes patológicos. Ao
exame físico, em estado geral comprometido, pálido +++/4+, consciente,
anictérico, acianótico, febril. PA: 120/70 mmHg; pulso: 80 bpm; frequência
respiratória: 22 irpm; temperatura: 38,5°C. Apresenta dentes em mau estado de
conservação e sinais de abscesso em uma cavidade molar, embora o paciente não
tenha se queixado de dor dental. Ausculta cardíaca: sopro pansistólico na área
mitral, bulhas normofonéticas. Ausculta pulmonar normal. Abdome indolor e sem
visceromegalias. Presença de múltiplas máculas hemorrágicas e pápulas na região
volar das mãos e pés [Figuras 1 e 2].
Restante da pele, mucosas e unhas normais. Sem sinais de irritação meníngea.
Figura 1
Figura 2
INSTRUÇÕES
PARA AS RESPOSTAS
(1) Apresente suas duas
hipóteses diagnósticas principais.
(2) Que sinal denomina as
lesões cutâneas de mãos e pés?
(3) Que exames você
solicitaria?
CHECKLIST
Itens
|
Respostas
|
Sim
|
1
|
Endocardite
infecciosa
Sepse
|
5
|
Outras
respostas complementares – sem menção às respostas acima – abscesso periodontal,
anemia, drogadição, valvopatia
|
Adicional,
só quando não houver outra resposta: 1
|
|
2
|
Manchas
de Janeway
|
2
|
3
|
Hemoculturas
e ecocardiograma
|
3
|
ESTAÇÃO
2
ENUNCIADO: Paciente diabético, 55 anos, masculino, solteiro,
auxiliar de serviços gerais, ensino fundamental incompleto, renda de 2 salários
mínimos, vem ao ambulatório de clínica médica do HULW com queixa principal de calos e feridas nos pés. Sintomas associados: queimação, pontadas e agulhadas nos
membros inferiores à noite. Informou que é hipertenso e que descobriu
ser diabético há cinco meses em posto do PSF. O paciente não pratica nenhuma
atividade física e mora sozinho. Peso: 88 Kg, altura: 1,65cm. PA: 160/100 mmHg.
Pés apresentando úlceras plantares, hiperceratose, rachaduras e unhas
distróficas [Figura 3].
Figura 3
INSTRUÇÕES
PARA AS RESPOSTAS:
(1) Escreva as suas
hipóteses diagnósticas, além de hipertensão arterial e diabetes mellitus.
(2) Escreva as
orientações apropriadas a este doente, considerando seus problemas e institua o
tratamento voltado para sua queixa
principal antes de encaminhá-lo a um especialista, se for o caso.
CHECKLIST
Itens
|
Respostas
|
Sim
|
1
|
Mal perfurante plantar e neuropatia
diabética
|
4
|
Outras
respostas complementares – sem menção às respostas acima – obesidade, onicomicose
|
Adicional,
só quando não houver outra resposta: 1
|
|
2
|
Controle metabólico*
Avaliou sinais de
infecção local
Avaliou condições
vasculares dos pés (pulsos, perfusão)
Repouso das
extremidades e curativos diários
Avaliou profundidade
da lesão com haste romba e estéril (hipótese secundária de osteomielite)
Indicou calçados
terapêuticos para alívio do estresse plantar
|
2
1
1
1
0,5
0,5
|
Outras
respostas complementares – sem menção às respostas acima –
Pediu contato com um
familiar
Indicou hidratante
para os calcâneos
Indicou medicamento
para alívio das parestesias
|
Adicional,
só quando não houver outra resposta: 1
|
*Embora as instruções
para as respostas tenham mencionado tratamento voltado para sua queixa
principal, a indicação de controle metabólico é o primeiro objetivo na resolução do problema, pois sem este controle nenhuma outra
medida será efetiva.
ESTAÇÃO 3
ENUNCIADO: Paulo, 65 anos, não vinha se sentindo bem nos
últimos meses, passava o dia todo sentido-se fraco e indisposto. Além disso,
estava sem apetite, emagrecendo e frequentemente era acometido por náuseas e
vômitos. Com estes sintomas, resolveu procurar atendimento médico. Possui
antecedentes de hipertensão arterial sistêmica e diabetes mellitus 15 anos, com
tratamento medicamentoso e dietético irregulares. Ao exame físico, em REG,
descorado ++/4, emagrecido, pele seca e com áreas de despigmentação. Edema
periférico ++/4, frio, cacifo +. Hálito amoniacal e tremores de extremidades. Sinais vitais - PA: 160/100 mmHg; FC: 90 bpm. Ausculta
cardíaca e pulmonar sem alterações significativas.
INSTRUÇÕES
PARA AS RESPOSTAS:
(1)
Qual é a sua hipótese diagnóstica?
(2)
Que exames você solicitaria?
CHECKLIST
Itens
|
Respostas
|
Sim
|
1
|
Insuficiência
renal crônica / uremia
|
6
|
Outras
respostas complementares – sem menção às respostas acima – nefropatia
diabética, hipertensão arterial, anemia
|
1
|
|
2
|
Sumário
de urina, creatinina, ureia, taxa de filtração glomerular (clearance de creatinina)
|
4
|
Outras
respostas complementares – sem menção às respostas acima – proteinúria de 24
horas
|
Adicional,
só quando não houver outra resposta: 1
|
Comissão do OSCE/CM/CCM/UFPB
Ângela
Siqueira Figueiredo
Leina
Yukari Etto
José Luis Simões Maroja
Luis Fábio Barbosa Botelho
Rilva
Lopes de Sousa Muñoz (Coord.)
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