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5 de janeiro de 2025

DOENÇA E EXISTÊNCIA

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Neste vídeo, abordo a doença entendida como uma forma de ser da pessoa, a expressão máxima de sua crise existencial, a partir do capítulo 3 do livro "A Medicina da Pessoa", de Danilo Perestrello.

4 de janeiro de 2025

UMA FÁBULA: VIVENDO, MORRENDO E APRENDENDO

#vivendoeaprendendo #morrendoeaprendendo #aprender #vida #aprendizado #ccmufpb #ufpb #fabuła #historias #vivências #contandoumahistória #significados #reflexõesdevida 

Esta história deriva de uma antiga tradição portuguesa, que foi mudando ao longo do tempo, com a troca de verbos de "morrendo" para "vivendo".
A história é como uma fábula, que sugere que o aprendizado não está restrito aos contextos formais ou às fases iniciais da vida. Ele é parte intrínseca da condição humana e ocorre em qualquer circunstância, até nos momentos de maior vulnerabilidade. 
A lição central dessa história parece ser a de que devemos estar sempre abertos à aprendizagem, em qualquer fase da nossa existência.

13 de novembro de 2024

O PRONTUÁRIO ELETRÔNICO E SEU IMPACTO NO CUIDADO EM SAÚDE

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Será que o prontuário eletrônico realmente transforma o cuidado em saúde? Deixe sua opinião!...

3 de dezembro de 2022

MAPEAMENTO CONCEITUAL DA EDUCAÇÃO NA SAÚDE VOLTADA AO SUS

#sus #profsaude #mapaconceitual #aprendizagemsignificativa #atençãoprimária #aps #ufpb

Usando mapeamento conceitual, Flavia Cristina Nogueira Ribeiro Teixeira, mestranda do #profsaude polo #ufpb, pós-graduação stricto sensu para qualificação de trabalhadores e profissionais do Sistema Único de Saúde (SUS), sintetiza seu aprendizado sobre educação na saúde. Flávia partiu do conceito geral SUS e desenvolveu o mapa conceitual derivando um conjunto de conceitos e proposições relacionadas à educação profissional na saúde.

Desde que a Organização Mundial da Saúde afirmou a importância de organizar a atenção primária à saúde (APS) em torno do conjunto de ações de saúde individuais, familiares e coletivas, correspondendo aos cuidados essenciais à saúde, baseados em tecnologias acessíveis, como o primeiro nível de contato com o sistema nacional de saúde e o primeiro elemento de um processo contínuo de atenção no Brasil. Os serviços da APS são cada vez mais o coração dos cuidados de saúde integrados e centrados nas pessoas.

O SUS é o modelo de serviço para a cobertura universal de saúde, desenvolvida por meio de práticas de cuidado integrado e gestão qualificada, realizada com equipes multiprofissionais e dirigida à população em território definido, sobre as quais as equipes assumem responsabilidade sanitária. Essas equipes trabalham de forma interprofissional e os esforços para melhorar sua formação e qualificação precisam incluir a educação da força de trabalho: a educação na saúde.

4 de outubro de 2022

QUANDO OS HOMENS BONS SE OMITEM...


Uma frase conhecida de advertência contra a complacência foi atribuída erroneamente ao filósofo e estadista irlandês do século XVIII, Edmund Burke.

Burke disse algo parecido com a citação em seu “Thoughts on the Cause of the Present Discontents” (1770): “Quando os homens maus se combinam, os bons devem se associar; senão eles cairão, um por um, um sacrifício impiedoso em uma luta desprezível”. Então a citação pode ter sido uma paráfrase.

Pode ter sido essa a provável fonte da atribuição errônea ou apócrifa na biografia intelectual de Burke.

Na melhor das hipóteses, a essência da citação pode ser rastreada até o filósofo utilitarista John Stuart Mill, que fez um discurso inaugural em 1867, mencionando que "os homens maus não precisam de nada mais para alcançar seus objetivos que os homens bons não fizerem nada. Não é um bom homem aquele que, sem protesto, permite que o mal seja cometido em seu nome e com os meios que ele ajuda a fornecer”.

Pode-se resumir a ideia da citação em tela da seguinte maneira: Quando os homens bons se omitem, todos sofrerão.

#edmundburke

#johnstuartmill


 

1 de agosto de 2020

APRENDER NÃO É UM ATO FINDO: UM PREFÁCIO PARA O LIVRO DO DR. MAURUS


Sinto-me honrada pelo convite para prefaciar o novo e-book do Prof. Maurus Holanda, o melhor neurocirurgião da Paraíba. Compartilho, então, este Prefácio. Aprendi lendo o draft do livro “Guia do Exame Neurológico Objetivo” e pensei várias vezes que as dicas que contém a obra serão úteis para ensinar meus alunos de Semiologia Médica a aprenderem de forma mais simples algumas manobras e interpretações do que ensina o Dr. Maurus e seus colaboradores. Sei que os estudantes que tiverem esse livro serão ajudados a aprender sobre o exame neurológico de forma mais direta e prática. Coloco aqui uma frase de Paulo Freire que me ocorre agora que, como médica generalista, aprendi com informações simples de um expert em exame neurológico: "Aprender não é um ato findo. Aprender é um exercício constante de renovação".

PREFÁCIO

O exame neurológico é geralmente considerado intimidante por muitos estudantes de medicina e médicos residentes em clínica médica e cirúrgica, e até mesmo para médicos não neurologistas após a fase da residência. É uma parte do exame físico que costuma parecer complexa e altamente especializada.

Contudo, como demonstram o Prof. Maurus Marques de Almeida Holanda e coautores no “Guia do Exame Neurológico Objetivo”, este exame pode ser simples e acessível. O objetivo deste livro é compartilhar um guia prático para o aprendizado e a prática do exame neurológico, com orientações concretas para promover o aprendizado de forma prática e direta.

A maioria dos estudantes de medicina e médicos residentes não se tornará neurologista, mas precisa saber realizar o exame neurológico. Especialmente aqueles que se dedicarão à atenção primária à saúde, é necessário aprender como incorporar o exame neurológico ao exame físico geral, pois geralmente prepondera a ideia de que aquele seja um processo separado deste.

Ao realizar o exame neurológico, como mostra o presente trabalho, é importante manter em mente o objetivo que esta avaliação cumpre para cada paciente, sobretudo o propósito de determinar a localização anatômica do comprometimento funcional que ele apresenta. Portanto, neste livro, destaca-se claramente a importância dos princípios do raciocínio clínico e do chamado método anátomo-clínico, em que o conhecimento de neuroanatomia é a base para a interpretação do exame. Esta correlação essencial é vista em cada tópico de revisão anatômica mostrada de maneira bem ilustrada nos capítulos do livro.

Além disso, conceitos importantes são destacados com exemplos práticos, incluindo os estudos de casos clínicos curtos que vinculam a teoria à prática, assim como roteiros e orientações sobre  o registro das observações colhidas no exame. 

Por meio da leitura do presente trabalho, percebe-se que a chave para realizar um exame neurológico eficiente é a observação. Grande parte do exame é realizado simplesmente observando o paciente: como ele fala, pensa, caminha, se move e simplesmente como interage com o examinador. Um observador que se torna habilidoso na realização do exame já pode pensar na localização de uma lesão com base em observações aparentemente simples.

Este livro percorre todas as etapas desse processo e visa ajudar o leitor a realizar cada uma delas, pelo compartilhamento de conselhos de professores e neurologistas experientes, mas contando também com a participação de seus alunos-monitores da disciplina de Neurologia do curso de graduação em medicina, que imprimem sua visão experiencial como estudantes à obra, contribuindo para a apresentação dos tópicos de uma forma centrada no aprendente.

Tais tópicos, compondo cada capítulo, fornecem indicações práticas de como memorizar as conexões anatomoclínicas, como examinar e como observar anormalidades, na construção das hipóteses diagnósticas tanto do ponto de vista sindrômico, quanto topográfico e etiológico. O raciocínio clínico assim construído permite que investigações complementares oportunas sejam solicitadas com racionalidade e respeito à relação custo-benefício para o paciente, o médico e o sistema de saúde. 

Rilva Lopes de Sousa Muñoz

Docente do Departamento de Medicina Interna / Centro de Ciências Médicas / UFPB


12 de julho de 2014

6 de setembro de 2013

O Interesse na Doença é Uma Expressão do Interesse na Vida

“Todo o interesse na doença e na morte é, em verdade, apenas uma outra expressão do nosso interesse na vida.” 
(Thomas Mann, In:"A Montanha Mágica")

20 de agosto de 2013

Natureza Formadora da Docência, Segundo Paulo Freire

"A natureza formadora da docência, que não poderia reduzir-se a puro processo técnico e mecânico de transferir conhecimentos, enfatiza a exigência ético-democrática do respeito ao pensamento, aos gostos, aos receios, aos desejos, à curiosidade dos educandos. Respeito, contudo, que não pode eximir o educador, enquanto autoridade, de exercer o direito de ter o dever de estabelecer limites, de propor tarefas, de cobrar a execução das mesmas. Limites sem os quais as liberdades correm o risco de perder-se em licenciosidade, da mesma forma como, sem limites, a autoridade se extravia e vira autoritarismo." 
PAULO FREIRE. Política e Educação: Ensaios. 5a. ed - São Paulo: Cortez, 2001.

15 de janeiro de 2011

O Existencial e o Humano no Adoecer

"Parte da doença é aquilo que o mundo fez à vítima, mas a maior parte é o que a vítima fez com o seu mundo e consigo mesma"
(SUSAN SONTAG)

7 de abril de 2009

Comunicar é partilhar sentido

"Comunicar não é de modo algum transmitir uma mensagem ou receber uma mensagem. Isso é a condição física da comunicação, mas não é comunicação. (...) Comunicar é partilhar sentido".
(Pierre Lévy)

11 de fevereiro de 2009

Quadro clínico: uma pintura impressionista

"O que se denomina 'quadro clínico' não é apenas a fotografia de um homem doente no leito; é uma pintura impressionista do paciente circundado por sua família, seu trabalho, suas relações, suas alegrias, seus pesares, suas esperanças e seus medos"
(Francis Weld Peabody)
Imagem acima: Pintura "Ciência e Caridade" (1897), de Pablo Picasso.
Museu Picasso (Barcelona)